Diretor da CIA se reuniu com Kim Jong-un na Coreia do Norte

Washington, 18 abr (EFE).- O ainda diretor da CIA e indicado para ser o próximo secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, viajou no final de março para a Coreia do Norte com o objetivo de se reunir com seu líder, Kim Jong-un, com quem o presidente Donald Trump deve se encontrar nas próximas semanas, informaram veículos de imprensa locais.

A viagem aconteceu no final do mês passado, coincidindo com a Semana Santa, e teve como objetivo colocar as posições sobre as condições do encontro entre os dois líderes, assim como sobre o programa de armas nucleares de Pyongyang, de acordo com duas fontes próximas à viagem citadas pelo jornal "The Washington Post".

Pompeo é chamado para ser o novo secretário de Estados dos EUA, depois que o próprio Trump anunciasse no dia 3 de março sua indicação através de uma mensagem pelo Twitter, onde comunicou ao seu antecessor, Rex Tillerson, sua demissão.

Esta manobra da Casa Branca fez muitos especialistas temer pelo possível encontro entre os lideres dos EUA e Coreia do Norte, já que Pompeo é conhecido por ter um personalidade muito mais bélica que Tillerson.

No entanto, durante sua audiência de confirmação perante o Senado, o ainda diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) se mostrou muito mais comedido do que habitual ao ser perguntado sobre a relação com a Coreia do Norte.

"Eu nunca defendi a mudança de regime. Não estou advogando pela mudança de regime", disse Pompeo, ao ser questionado pelo senador democrata por Maryland, Ben Cardin.

A revelação do "Washington Post" acontece poucas horas depois que o próprio Trump revelasse que já tinha ocorrido uma reunião de alto nível entre os dois países.

"Começamos a falar com a Coreia do Norte diretamente, em níveis extremamente altos", afirmou Trump na presença do primeiro-ministro de Japão, Shinzo Abe, que realiza uma visita oficial aos EUA.

Segundo apontaram hoje autoridades americanas, Trump e Kim planejam realizar a primeira reunião na história dos EUA e a Coreia do Norte em maio ou junho, e cinco lugares estão sendo avaliados, embora não tenham revelado quais. EFE