Apesar de promessas, grandes empresas não agem contra o desmatamento, denuncia estudo

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Grandes empresas e instituições financeiras com maior potencial para combater o desmatamento global atuam sem levar em conta as metas globais de proteção das florestas. Essa é a conclusão de um estudo publicado nesta quinta-feira (13) pela ONG Global Canopy.

A organização não governamental revisou os dados de 350 empresas acusadas de serem as maiores responsáveis pelo desmatamento, direta ou indiretamente. Além disso, as atividades de 150 bancos, fundos de investimento e de pensão que financiam essas empresas foram observadas.

De acordo com essa análise, uma em cada três empresas estudadas não se comprometeu a proteger as florestas. Já 72% delas têm algum objetivo sobre o tema, mas que não se estende a todos os seus produtos ou atividades relacionadas ao desmatamento.

Da lista, 42 empresas levam em consideração a questão do impacto nas florestas na hora de escolher parte de seus fornecedores. No topo do ranking, nove exigem que todas as empresas com quem negociam tenham ações contra o desmatamento. Segundo a ONG, as brasileiras Amaggi e JBJ fazem parte desse grupo restrita.

Algumas empresas têm metas para produtos específicos, principalmente soja, carne bovina ou couro, mas "não fornecem evidências de como vão lançá-las". "Pouquíssimas empresas reconhecem os riscos climáticos causados pelo desmatamento e menos ainda incluem sua cadeia de suprimentos nas avaliações", disse Niki Mardas, da organização Global Canopy.

Bons alunos, mas nem tanto

(Com informações da AFP)


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