Apesar de ser maioria no setor de saúde, mulheres em cargos de chefia ganham 37% do salário dos homens

Cássia Almeida
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RIO - As mulheres são 72% dos trabalhadores da saúde, mas, quando elas alcançam cargos de chefia, a distância salarial em relação aos homens é enorme. Mulheres em posições de liderança no setor ganham, em média, 37% do que recebem homens em cargos equivalentes.

É o que apuraram as pesquisadoras Cristiane Soares e Hildete Pereira de Melo, da UFF, ao analisar o emprego na saúde, a partir de dados do terceiro trimestre de 2020 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc), do IBGE. Eles ganham, em média, R$ 25.073. Elas, R$ 9.215.

Essa distância é bem mais acentuada que a verificada entre profissionais em cargos de direção no mercado de trabalho como um todo, no qual mulheres ganham 66% da remuneração média dos homens. Na educação, um ramo também majoritariamente feminino, o percentual é mais alto, de 85%, ainda que permaneça a desigualdade.

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