Aplicativo mapeia comunidades tradicionais como indígenas, quilombolas, extrativistas e geraizeiros

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RIO - Um aplicativo para mapear comunidades tradicionais já registrou 77 povos no território brasileiro. Isso representa 7.800 famílias, três mil km² e 12 segmentos diferentes, como indígenas, quilombolas e ribeirinhos. São os próprios moradores que, em grupo, decidem se cadastrar no Tô no Mapa (veja aqui).

— Estamos no começo desta segunda fase que está aberta para o mapeamento de comunidades do país inteiro — explica .

O projeto nasceu inicialmente mapeando comunidades tradicionais do cerrado brasileiro localizadas na região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). A iniciativa registrou mais de 1.200 comunidades fora das demarcações oficiais em municípios dos quatro Estados que compõem o Matopiba, além do norte de Goiás – 630 delas só no oeste da Bahia.

— Essa foi a primeira vez para muitas das comunidades que elas tiveram seus territórios cartografados — diz Kátia Favilla, secretária-executiva da Rede Cerrado, que apoia o To no Mapa. — O mapa da comunidade pode ser feito até com a pessoa andando pelo entorno do território.

Além da Rede Cerrado, o aplicativo também é uma realização do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e pelo Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN). Para ter o registro validado, a comunidade precisa se reunir e apresentar uma ata com a assinatura dos seus participantes de que o cadastro não foi uma iniciativa individual.

— A gente espera que esse seja o primeiro passo para, se for do desejo da comunidade, se organizar para buscar o reconhecimento formal — diz a secretária-executiva da Rede Cerrado.

Comunidades tradicionais são indígenas, quilombolas, extrativistas, ribeirinhos, agricultores familiares e pescadores artesanais. Também existem outros mais desconhecidos:

— Há, por exemplo, os geraizeiros, que são comunidades que habitam os gerais, no norte de Minas. Também tem a comunidade fundo e fecho de pasto, que habitam o cerrado e a caatinga e eles vivem do extrativismo e da criação em terras de uso comum, especialmente de ovinos e caprinos — afirma Favilla.

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