Apoiado por Bolsonaro, Rodrigo Pacheco promete independência em relação ao governo

Julia Lindner e Eduardo Bresciani
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Ailton de Freitas / Agência O Globo

BRASÍLIA — Candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro para a presidência do Senado no próximo biênio, o mineiro Rodrigo Pacheco (DEM-MG) afirma que não pode chegar ao cargo com um propósito de "adesão irrestrita ao governo", mas também não pretende impor resistência absoluta.

Em entrevista exclusiva ao GLOBO, ele diz desconhecer qualquer irregularidade no sistema eleitoral brasileiro, como afirma reiteradamente Bolsonaro, e se posiciona contra a ampliação do porte de armas no país, defendendo restringir o debate apenas à posse.

Na entrevista, o senador critica a "aura de heroísmo" em torno da Lava-Jato, ressalta ter apontado "equívocos e excessos" quando atuou na defesa de réu no mensalão e afirma que o debate sobre prisão em segunda instância precisa ser feito levando em conta o princípio constitucional de presunção de inocência.