Apoiadores de Trump que invadiram Capitólio poderão ser acusados de sedição, diz procurador

Sarah N. Lynch
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Por Sarah N. Lynch

WASHINGTON (Reuters) - Os apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que invadiram o Capitólio do país quebrando janelas e roubando coisas podem enfrentar acusações de sedição, insurreição e provocação de tumultos, afirmou o principal procurador federal de Washington nesta quinta-feira.

"Todas essas acusações estão na mesa", afirmou o procurador em exercício do Distrito de Colúmbia, Michael Sherwin, a jornalistas em uma teleconferência, ao ser perguntado sobre possíveis acusações de sedição, vandalismo ou insurreição.

"Não vamos deixar nada de fora do nosso arsenal."

O Departamento de Justiça abriu 55 processos criminais sobre eventos nesta semana, disse Sherwin, alguns deles antecedem o ataque de quarta à sede do Legislativo norte-americano, incluindo, por exemplo a prisão do líder do grupo de extrema-direita Proud Boys Enrique Tarrio, na segunda-feira.

Sherwin disse repetidamente que nenhum suspeito do ataque de quarta-feira seria descartado --mesmo ao ser perguntado se isso poderia incluir membros da Polícia do Capitólio que podem ter sido cúmplices, ou ainda o próprio Trump, que pediu que os manifestantes marchassem até o Congresso em um comício no mesmo dia.

"Estamos analisando todos as pessoas aqui e qualquer um que tiver um papel, e que as evidências servirem como elementos de um crime, será indiciado."

A invasão forçou os membros do Congresso, que estavam em sessão para certificar a vitória eleitoral do democrata Joe Biden no dia 3 de novembro, a esvaziar o local por várias horas.

A Polícia do Capitólio dos EUA disse ter prendido 14 suspeitos de envolvimento nos tumultos, a maioria deles foi acusado de entrada ilegal, enquanto o Departamento Metropolitano de Polícia fez pelo menos 68 prisões.