Apoiar uma boa causa, a outra forma de correr a maratona de Nova York

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Após cancelamento forçado causado pela pandemia em 2020, a maratona de Nova York celebra neste domingo (7) sua 50ª edição e, com ela, as inúmeras possibilidades de participar do evento e ajudar uma boa causa.

Muitos participantes encaram a maratona como um desafio pessoal, que é completar o percurso de 42,195 km em uma das cidades mais famosas do mundo. Contudo, para uma parte dos participantes, a satisfação de completar a corrida se une ao deleite de arrecadar fundos para uma boa causa.

"O esforço é parecido", disse Alain Bernard, um consultor francês de 49 anos, que colabora com a organização The Bowery Mission, que mantém centros de acolhimento para os sem-teto em Nova York. "Quando você arrecada fundos, é um dólar depois do outro. [...] Uma maratona é um passo após o outro, e você se concentra no próximo para garantir que terá energia suficiente", explicou à AFP.

- Pequenos e grandes -

Na maratona de Nova York, que começou a ser disputada no fim dos anos 1980, as boas causas não faltam. Desde a proteção dos abutres até a luta contra os erros judiciais, no domingo, cerca de 6 mil dos 33 mil participantes estarão vestindo as cores de uma das 490 associações convidadas.

Esses números, no entanto, são inferiores aos registrados em anos anteriores, para que haja maior "distância" nesta primeira edição pós-pandemia, explicou Christine Burke, uma das vice-presidentes da organização do evento, a New York Road Runners (NYRR).

Em 2019, 54 mil corredores participaram da prova, dos quais 12 mil eram "maratonistas da caridade", que arrecadaram um total de 45 milhões de dólares.

"Esperamos recuperar a normalidade no ano que vem", explicou Michelle Williams, capitã da equipe "Run Baby Run", que trabalha para uma associação para menores vítimas de sequestro e violência sexual e terá apenas três corredores este ano, frente aos dez de provas anteriores.

- 'Exposição' -

Na maratona de Nova York, as pequenas estruturas coexistem com os pesos pesados. Um dos grupos precursores, "Team in training", afirma que já arrecadou 1,5 bilhão de dólares para a pesquisa contra a leucemia e os linfomas, desde a sua fundação em 1988.

O benefício, no entanto, não é apenas financeiro. "É um acontecimento que é uma vitrine e nos dá uma enorme exposição", afirmou o presidente da Bowery Mission, James Winans. "Os corredores recorrem a seus amigos, familiares e redes sociais" para arrecadar fundos, acrescentou.

Para alguns corredores, prestigiar uma boa causa também é uma forma de contornar as dificuldades, e até mesmo a impossibilidade, de se inscrever em uma maratona tão disputada como a de Nova York.

Um corredor livre, por exemplo, se inscreve em uma loteria e terá que pagar entre 255 e 295 dólares se for escolhido. Por outro lado, se for recrutado por uma associação, terá uma vaga garantida, mas precisará arrecadar pelos menos 3 mil dólares.

"Não é uma quantia pequena", afirmou Christine Burke. "A maioria já está associada à causa que defende, por isso 'não está em busca uma vaga'" no evento, segundo a dirigente da NYRR.

arb/af/ol/rpr

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