Apoio à migração de pobres cresce e turbina guinada à esquerda, diz Datafolha

*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP, 08/03/2022 - Como está o uso de máscara em São Paulo ? Pessoas circulam na rua 25 de Marco  no horário do almoço na maioria usando máscara (Foto: Eduardo Knapp/ Folhapress)
*** FOTO DE ARQUIVO *** SÃO PAULO, SP, 08/03/2022 - Como está o uso de máscara em São Paulo ? Pessoas circulam na rua 25 de Marco no horário do almoço na maioria usando máscara (Foto: Eduardo Knapp/ Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Aumentou no país o sentimento positivo sobre a contribuição de imigrantes pobres para o desenvolvimento e a cultura de uma cidade, segundo a pesquisa Datafolha que mapeou o perfil ideológico dos brasileiros e revelou um aumento da identificação com a esquerda.

Uma parcela de 76% dos entrevistados afirmou neste ano concordar com a ideia de que pessoas pobres que saem de outros países e estados podem ajudar a região para onde se mudam, ante 70% em 2017, na rodada anterior do levantamento. Uma fatia de 5% não opinou.

A elevação de avaliações positivas nessa questão é um dos aspectos que explicam a aproximação maior da população com o pensamento de esquerda, que passou de 41% para 49%, pico da série histórica, iniciada em 2013. Já a direita atingiu seu menor índice, recuando de 40% para 34%.

Na primeira edição da pesquisa, a migração de pessoas pobres era vista como positiva por 67% das pessoas. O índice passou para 63% em 2014, subiu para 70% em 2017 e atingiu agora 76%.

Já a visão de que esse tipo de imigrante acaba criando problemas para a cidade se manteve minoritária ao longo dos levantamentos de cada ano: 25%, 26%, 24% e, hoje, 19%.

O instituto ouviu 2.556 pessoas acima dos 16 anos em 181 cidades de todo o país nos últimos dias 25 e 26. Contratado pela Folha, o levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-05166/2022 e possui margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou menos.

A classificação ideológica foi feita conforme a pontuação alcançada pelas respostas do entrevistado em questões sobre temas que separam as duas visões de mundo, tanto em comportamento e valores quanto em economia. A conversão à esquerda foi mais sensível na primeira parte do que na segunda.

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