Apontado como sócio oculto do FIB Bank e amigo de líder do governo, Marcos Tolentino será ouvido pela CPI nesta terça-feira

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BRASÍLIA - A CPI da Covid ouve nesta terça-feira o depoimento do empresário e advogado Marcos Tolentino, apontado como sócio oculto do FIB Bank, que concedeu a garantia apresentada pela Precisa Medicamentos ao Ministério da Saúde no contrato de fornecimento de 20 milhões de doses da vacina Covaxin, na mira da comissão. A oitiva foi remarcada após ele ter faltado na primeira data alegando problemas de saúde.

O Fib Bank não tem autorização do Banco Central para oferecer esse tipo de fiança — o que viola decisões do Tribunal de Contas da União (TCU).

Embora não seja formalmente sócio do FIB Bank, Tolentino é citado em ações judiciais como "sócio oculto" da empresa, como antecipou a "Folha", e também consta como procurador e representante legal de uma empresa sócia do FIB Bank, a Pico do Juazeiro. Essa firma é registrada no mesmo endereço da Rede Brasil de Televisão, principal empresa de Tolentino.

O advogado é amigo próximo do líder do governo na Câmara dos Deputados, Ricardo Barros (PP-PR), que também é alvo da CPI, segundo disse o próprio Barros em seu depoimento. O deputado, porém, negou ao GLOBO ter conhecimento do envolvimento de Tolentino com a fiadora da Covaxin.

— Marcos Tolentino é um amigo meu pessoal, dono da Rede Brasil Televisão. Eu tenho rádio há 40 anos e sempre nos encontramos nos eventos de radiodifusão em todo o Brasil — disse Barros, em depoimento.

Tolentino, inclusive, acompanhou Barros durante o depoimento do líder do governo à Comissão Parlamentar de Inquérito, em 12 de agosto, o que chamou atenção da cúpula da CPI.

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