Após 18 anos, grupo da situação vira zebra em eleição no São Paulo

Leco deixa presidência em um ano e tem responsabilidade no enfraquecimento do grupo de situação (Rubens Chiri/São Paulo)

O mesmo grupo político comanda o São Paulo desde 2002. Como a próxima eleição para a presidência do clube só ocorrerá em dezembro do ano que vem, serão 18 anos no poder, com Marcelo Portugal Gouveia, Juvenal Juvêncio, Carlos Miguel Aidar e Leco. Mas, em todo esse período, “a situação” nunca esteve tão enfraquecida quanto atualmente.

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A ponto de uma vitória da oposição ser tratada como uma tendência antes mesmo da confirmação dos candidatos. Tudo porque aquele que se lançar com apoio de Leco terá enorme chance de sair derrotado, diante do total desprestígio do presidente dentro do Conselho Deliberativo, do quadro de sócios e especialmente do torcedor comum.

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Uma das poucas alternativas para a situação seria o advogado Antonio Mariz de Oliveira, um dos mais respeitados de sua área. Porém, nem todo seu prestígio como advogado lhe garante hoje status de favorito no Morumbi.

Já a oposição apresenta neste momento vários pré-candidatos, como Marco Aurélio Cunha, Roberto Natel, José Roberto Opice Blum... Um dos favoritos à vitória, Julio Casares sempre foi visto como situação, mas tem tentando se descolar de Leco e surge como uma terceira via.

Nem Casares, tampouco Marco Aurélio admitem publicamente a intenção de concorrer. Marco Aurélio, inclusive, é funcionário da CBF. “E o ano de 2020 será muito importante por causa da Olimpíada. Queremos fazer uma grande campanha no Japão”, justifica o diretor da seleção feminina brasileira.

Por sua vez, Casares tem se dedicado a fiscalizar as ações de Leco dentro do Conselho de Administração, órgão que auxilia o presidente do São Paulo. “Sou uma das vozes mais críticas à atual gestão”, avalia.

Eleito vice-presidente ao lado de Leco, Roberto Natel é outro possível postulante à presidência tricolor. Ele e Leco estão rachados desde os primeiros dias de gestão. Já José Roberto Opice Blum, que cogitou concorrer na última eleição, também surge como uma alternativa. Todos pela oposição.

Vale lembrar que a eleição para a presidência do São Paulo será em dezembro, mas começará em novembro. É que os sócios elegerão cem novos conselheiros um mês antes do pleito presidencial. E os escolhidos pela assembleia geral se juntarão a 160 conselheiros vitalícios no colégio eleitoral que definirá o sucessor de Leco.

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