Após 4 meses, polícia prende pai de menina assassinada por asfixia no Paraná

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Após quatro meses de mistério, um caso de assassinato em Curitiba, no Paraná, pode ter tido seu desfecho. Trata-se da morte de Jaqueline Carvalho Gonçalves dos Santos, de 18 anos, foi encontrada em seu quarto na casa onde morava com a família, com um plástico filme enrolado na cabeça e uma meia presa em na boca por de uma fita, na dia 13 de dezembro de 2018.

O pai da jovem, Samuel Rosa Gonçalves, de 44 anos, foi preso na residência da família pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ele é considerado o principal suspeito do crime, um homicídio qualificado por asfixia. Foi ele o responsável por encontrar o corpo da menina. Condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

De acordo com o delegado Victor Menezes, que conduz o caso, o crime pode ter sido motivado por ‘conflito familiar’. Ele afirma que o clima na família era tenso por conta do ‘conflito de gerações’, uma vez que o pai era mais conservador e a menina tinha, nas palavras do delegado, ‘um comportamento moderno’.

“O que a gente pode apontar é que de fato existia um conflito familiar. Eu diria que era um conflito de gerações. Os pais eram mais conservadores e a menina tinha um comportamento mais moderno, mais da geração dela”, afirmou o delegado ao jornal Extra.

O delegado afirmou também que conflitos familiares foram constantes no passado recente da família. “Existiam conflitos familiares fortes na família, que ficarão em sigilo. Essa é a hipótese investigatória que a gente tem”, conta Menezes.

A mãe, Vilma de Carvalho dos Santos Gonçalves, foi ouvida na delegacia e logo seu depoimento acabou, foi liberada. Ela negou que tenha qualquer tipo de participação na morte de sua filha.

Segundo os investigadores, a hipótese de suicídio foi considerada, mas logo descartada por conta de fatores como laudo pericial e investigações feitas na cena do crime, que pontuaram não haver probabilidade que alguém consiga enrolar um plástico filme em sua própria cabeça.