Após acusações de assédio, cresce pressão para que Pedro Guimarães deixe a Caixa

Aliado próximo ao presidente Jair Bolsonaro, Pedro Guimarães, deve deixar presidência da Caixa por investigação de casos de assédio sexual (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Aliado próximo ao presidente Jair Bolsonaro, Pedro Guimarães, deve deixar presidência da Caixa por investigação de casos de assédio sexual (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

Resumo da notícia

  • Pedro Guimarães, presidente da Caixa, vive situação insustentável no govenro

  • Presidente da Caixa é investigado por assédio sexual contra funcionárias

  • Investigação é conduzida pelo Ministério Público Federal

Após a revelação de uma investigação de assédio sexual contra o presidente da Caixa Econômica Federal contra funcionárias, conduzida pelo Ministério Público Federal, a situação de Pedro Guimarães está insustentável dentro do governo.

Os casos foram revelados pelo portal Metrópoles e, segundo as vítimas, os assédios vão desde convites inadequados até importunação sexual, com toques físicos.

Segundo a jornalista Andréia Sadi, da TV Globo, tanto a ala política quanto a econômica entendem que é difícil que Pedro Guimarães continue no cargo de presidente da Caixa e avaliam que ele precisa deixar o posto. Quem é próximo a Guimarães defende um afastamento e quer explicações.

Entre a equipe que cuida da companha de reeleição de Bolsonaro, a ideia também é que Guimarães seja demitido. Segundo Sadi, a avaliação é que os apoiadores fiéis do presidente não deixarão de votar nele por isso, mas, ao mesmo tempo, uma tentativa de Bolsonaro de sair em defesa de Pedro Guimarães poderia gerar um desgaste.

A maior preocupação é que Bolsonaro não perca ainda mais espaço no eleitorado feminino, parcela da população que já demonstra uma maior rejeição ao presidente da República.

Jair Bolsonaro e Pedro Guimarães são bastante próximos. O presidente da Caixa Econômica Federal costuma acompanha Bolsonaro em viagens e participar de lives. Ele chegou a ser cotado para ser vice do presidente na campanha de reeleição.

O temor de aliados, de acordo com Andréia Sadi, é que Bolsonaro faça declarações similares às feitas para se referir ao ex-ministro Milton Ribeiro. O presidente chegou a dizer que colocaria “a cara no fogo” pelo pastor que, posteriormente, foi preso por suspeita de corrupção no MEC. A ideia do entorno é evitar esse tipo de apoio.