Após apoio no 2º turno, Tasso Jereissati quer PSDB na oposição a Lula

Tasso Jereissati não quer PSDB ocupando cargos do novo governo de Lula. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Tasso Jereissati não quer PSDB ocupando cargos do novo governo de Lula. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
  • Tasso Jereissati prega oposição “não sistemática a Lula”

  • Senador cearense apoiou candidatura petista no segundo turno

  • PSDB não está em pior momento, já que elegeu 3 governadores, indica psdebista

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou que o partido dele deve fazer oposição “não sistemática” ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), presidente da República eleito no último dia 30 de outubro.

No segundo turno, o parlamentar cearense e ex-presidente da sigla tucana apoiou a candidatura petista, mesmo com a agremiação declarando neutralidade na segunda rodada do pleito. Agora, Jereissati prega que o partido se mantenha independente durante o mandato.

Na minha opinião, nós devemos fazer uma oposição não sistemática, como fizemos no primeiro governo do Lula, aprovando vários projetos de interesse dele. O presidente Lula está se propondo a fazer um governo de coalizão que conjugue várias tendências e pensamentos. Então, vamos esperar para ver até que ponto vai a nossa oposição”, disse, em entrevista ao Jornal O Globo.

“Na minha opinião, o partido não deve ter cargos e nem integrar a base de governo — tem que ficar independente”, completou o congressista.

Momento frágil do PSDB

Nestas eleições, o partido de Tasso teve um dos piores resultados eleitorais, com a queda de 29 para 13 deputados eleitos.

Além disso, pela primeira vez, não será um tucano que governará o estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do País. Rodrigo Garcia ainda buscou a reeleição, mas nem chegou ao segundo turno, que foi disputado entre Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) - que venceu o pleito.

Para Jereissati, contudo, este não é o pior momento da sigla, que, mesmo perdendo assentos na Câmara, teve três vitórias em executivos estaduais: Eduardo Leite no Rio Grande do Sul, Raquel Lyra em Pernambuco e Eduardo Riedel, no Mato Grosso do Sul.

“Nessas eleições, vivemos o momento mais baixo em número de parlamentares. Mas elegemos três governadores excepcionais (...) São jovens, com muito talento e espírito público. É o início de um novo PSDB, com a cara e a mentalidade deles”, declarou Tasso.

O senador cearense termina o mandato no fim deste ano e optou por não concorrer à reeleição. Assim, a vaga dele será assumida por Camilo Santana (PT), ex-governador do Ceará que foi eleito para o Senado em 2022.