Após assassinato de Dom e Bruno, Bolsonaro participa de motociata em Manaus

O presidente do Brasil e candidato presidencial Jair Bolsonaro lidera um comício de motocicleta, em Manaus, Brasil, sábado, 18 de junho de 2022. Ele estará concorrendo contra seu inimigo político, o ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: AP/Edmar Barros)
O presidente do Brasil e candidato presidencial Jair Bolsonaro lidera um comício de motocicleta, em Manaus, Brasil, sábado, 18 de junho de 2022. Ele estará concorrendo contra seu inimigo político, o ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva. (Foto: AP/Edmar Barros)

Após a morte brutal de dois defensores da Amazônia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) esteve no estado neste sábado (18) para participar de uma motociata. O ato ocorreu em Manaus e foi organizado por seus apoiadores. Após o passeio, o chefe do executivo cumpriu agenda na pela capital amazonense, retornando para Brasília no início da noite. Nenhum dos compromissos do presidente dizia respeito ao caso do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira, assassinados na terra indígena Vale do Javari há 13 dias.

O mandatário circulou pelas ruas de Manaus sem utilizar capacete, uma infração gravíssima, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, punida com sete pontos na carteira de motorista. Ao invés de prestar condolências a Bruno e Dom, Bolsonaro preferiu questionar o sistema eletrônico de votação e criticar o Poder Judiciário.

Sem pronunciar o nome do indigenista e do jornalismo britânico, o presidente falou do caso apenas para afrontar seu concorrente na corrida eleitoral, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): “O Lula acabou de falar que, aproveitando esse caso lamentável, onde os corpos apareceram, gostaria que encontrassem vivos as pessoas, mas apareceram os corpos do inglês e do brasileiro, o Lula falando que caso eleito ele vai impor desmatamento zero na Amazônia”, declarou.

Amarildo da Costa Pereira, conhecido como Pelado, confessou ter cometido o crime. Ele está preso junto com outras duas pessoas suspeitas de envolvimento na morte dos Dom e Bruna na região do Vale do Javari.

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