Após Bolsonaro desdenhar de morte do pai, filho de Bruno Covas rebate presidente

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Sao Paulo's Mayor Bruno Covas (L) poses with his son Tomas at a polling station during the municipal election runoff in Sao Paulo, Brazil, on November 29 2020, amid the new coronavirus pandemic. - Brazilians go to the polls Sunday to chose mayors in 57 cities, including Sao Paulo and Rio de Janeiro, the most rich and populated, in a runoff marked by the economic crisis and an upsurge of the new coronavirus. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Bruno Covas morreu em maio, após enfrentar um câncer (Foto: Nelson Almeida/AFP via Getty Images)
  • Tomás Covas, filho de Bruno Covas, rebateu fala de Jair Bolsonaro sobre o pai e classificou declaração como "covarde"

  • O presidente se referiu a Covas como "o outro, que morreu" na última segunda-feira, quando falava com apoiadores

  • Tomás Covas, de 15 anos, afirmou que Bolsonaro é "incompetente e negacionista"

Tomás Covas, filho do ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas, rebateu a fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o pai. Para o jovem de 15 anos, a declaração do presidente da República foi covarde.

Na última segunda-feira (02), Bolsonaro se referiu a Bruno Covas falou como “o outro, que morreu”, e ainda criticou a decisão do ex-prefeito de ir à final da Libertadores em janeiro. “O outro, que morreu, fecha São Paulo e vai assistir a Palmeiras e Santos no Maracanã”, declarou o presidente a apoiadores.

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Santista, Bruno Covas foi a final da competição continental com o filho, Tomás, em janeiro, meses antes de morrer de câncer. À coluna da jornalista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o jovem chamou Bolsonaro de “incompetente e negacionista”, além de classificar a declaração como “covarde”.

“Lamento a fala dita hoje pelo incompetente e negacionista presidente Bolsonaro. Em uma fala covarde hoje durante a tarde, ele atacou quem não está mais aqui conosco, não dando o direito de resposta ao meu pai. Além disso, cumprimos com todos os protocolos no estádio do Maracanã, utilizando a máscara e sentando apenas nas cadeiras permitidas”, declarou Tomás Covas.

“Uma tristeza as agressões vazias do presidente contra meu pai. Não é certo atacar quem não está mais aqui para se defender. Meu pai sempre foi um homem sério e fez questão de me levar ao Maracanã no fim da sua vida para curtirmos seus últimos momentos juntos. Isso é amor! Bolsonaro nunca entenderá esse sentimento”, afirmou.

Doria rebate Bolsonaro: "Desumanidade"

Nesta segunda-feira (2), após a declaração do presidente Bolsonaro, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), foi às redes sociais criticar a postura do Chefe do Executivo.

No Twitter, Doria classificou o episódio como "covardia" e disse que Bolsonaro não tem respeito "pelos vivos" e "pela memória dos mortos".

"A desumanidade de Bolsonaro, agredindo de forma covarde Bruno Covas, só demonstra ainda mais sua falta de respeito pelos vivos e pela memória dos mortos", escreveu o governador.

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