Após confusão em aeroporto, mãe afirma que surtou "por descaso da Gol"

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Casal destruiu guichê da Gol em Guarulhos e gritou com funcionários (Foto: Reprodução)
Casal destruiu guichê da Gol em Guarulhos e gritou com funcionários (Foto: Reprodução)
  • Casal que quebrou guichê da Gol no Aeroporto de Guarulhos admitiu erro, mas disse que descontrole foi consequência de descaso da companhia áerea

  • Mineiros estavam com o filho de 5 meses e ficaram três horas presos em avião sem alimentação e sem possibilidade de pegar as malas

  • Casal registrou boletim de ocorrência contra a companhia e pretende entrar na justiça contra a empresa

Após destruir um guichê de atendimento da companhia aérea Gol, Kênia Leandra da Silva Lopes, de 39 anos afirmou que foi vítima de descaso da empresa e alegou que qualquer mãe teria feito o mesmo no lugar dela.

“Surtei por descaso da Gol. Uma mãe cansada, com bebê de 5 meses, chorando, sem leite, sem fralda, sem comer, esperando por sete horas em um aeroporto, sem notícias. Qualquer mãe faria o mesmo no meu lugar”, disse em entrevista ao portal g1.

Kênia e o marido, Alexandre Wagner de Almeida Lopes, foram filmados quebrando o guichê da Gol no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e gritando com funcionários. O caso aconteceu em 1º de novembro e o vídeo viralizou durante o feriado.

Ao g1, ela explicou que todo o problema começou depois de o avião ter sido impedido de pousar no Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, por causa do mau tempo. Eles já haviam saído de Guarulhos e, após 20 minutos de voo, tiveram de voltar. A família vive em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo Kênia, quando chegaram de novo em Guarulhos, ficaram três horas dentro do avião, sem receberem alimentação, esperando informações. “Avião cheio, quente, tinha idosos e crianças no voo, meu filho começou a chorar, eles só ofereciam água para gente. O leite e fraldas da mala de mão acabaram e eles não autorizaram que eu pegasse a bagagem, só liberaram os passageiros saírem do avião quando ligamos para polícia e Anac”, relatou. “Nada era oferecido e ninguém sabia como proceder.”

A mulher assume que ela e o marido erradas e disse que pretendem pagar pelos prejuízos. “Já era de madrugada, mais de sete horas de espera, todos cansados, ver meu filho que sonhei tanto para tê-lo, naquela situação, sem ninguém para nos dar um norte, surtei, surtamos. Gritei, quebrei o acrílico, meu marido viu a cena e também descontrolou e quebrou os outros. Óbvio que erramos e vamos pagar pelo prejuízo, mas estávamos exaustos com o descaso.” Ela afirmou ainda que nesta quarta, o filho estava com febre e teve de ir ao médico.

Segundo informações do portal g1, o casal terá de pagar cerca de R$ 5 mil de prejuízos. Eles quebraram o guichê da Gol e uma impressora da empresa.

Casal não viajou pela Gol

Após toda a confusão, a família foi para um hotel e o voo foi remarcado para a tarde do dia 2 de novembro. Quando o casal chegou para embarcar, foram abordados por quatro funcionários e impedidos de entrar no avião.

Ao g1, Kênia relatou que os funcionários disseram: “A Gol não aceita vocês no voo, vocês vão em outra companhia”. Ela disse que ficou constrangida com a situação, por terem sido abordados perto de outras pessoas. O casal voltou para Minas Gerais pela Latam.

Kênia e o marido registraram um boletim de ocorrência contra a Gol e ainda pretendem entrar na Justiça. “Sofremos demais, vamos procurar nossos direitos por tudo que passamos. Total descaso e falta de respeito.”

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