Após controvérsias, Ministério da Saúde volta a recomendar vacina contra a Covid-19 em adolescentes

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  • Governo voltou atrás após suspender a imunização de jovens desde a última quarta, 15;

  • Pasta chegou a dizer OMS não recomendava vacinação do grupo, mas organização tem informação diferente;

  • Ministério admitiu que não há relação entre o uso da vacina e a morte da adolescente de 16 anos.

Após suspensão na semana passada, o Ministério da Saúde recuou e voltou a indicar que adolescentes sem comorbidades recebam a vacina contra a Covid-19. Para justificar a mudança, a pasta argumentou que não há relação entre o uso da vacina e a morte de uma adolescente de 16 anos no interior de São Paulo, entre outros pontos.

Na noite da última quarta-feira (15), o Ministério de Saúde divulgou uma nota recomendado a suspensão da vacinação de jovens entre 12 e 17 anos sem comorbidades contra a covid-19. Segundo a pasta, houve uma “recomendação para a imunização” deste grupo, feita pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 – mesmo com a aprovação pela Anvisa do uso da Pfizer para esta faixa etária.

Integrantes do ministério que acompanham a discussão estimam que a Saúde deve mandar o primeiro lote de vacinas direcionado aos adolescentes sem comorbidades em até duas semanas.

A morte de uma adolescente de 16 anos no interior de São Paulo, investigada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) como possível reação à vacina da Pfizer e que motivou o pedido de suspensão da imunização dos adolescentes pelo governo Jair Bolsonaro, não teve relação com o imunizante.

De acordo com informações publicadas pela Secretaria da Saúde de São Paulo, a vacina da Pfizer não foi a causa provável do óbito de uma adolescente de 16 anos, mas sim uma doença autoimune.

Bolsonaro disse que OMS é contra a vacinação de jovens

Durante sua live semanal, Bolsonaro disse que a Organização Mundial da Saúde (OMS) é contra a vacinação de adolescentes. Entretanto, essa afirmação é falsa. 

No site, a OMS ressalta a importância da vacinação e recomenda que pessoas mais velhas, com doenças crônicas e profissionais de saúde recebam a imunização primeiro, já que a tendência dos mais jovens é apresentar casos mais leves da doença.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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