Após conversa com Bolsonaro, caminhoneiros pedem encontro com Rodrigo Pacheco

·2 minuto de leitura
Truck drivers block the Regis Bittencourt road, 30 kilometres south of Sao Paulo, Brazil, during a demo in support of President Jair Bolsonaro, on September 9, 2021. (Photo by Miguel SCHINCARIOL / AFP) (Photo by MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)
Caminhoneiros alegam que pauta não é o preço da gasolina, mas a "liberdade do brasileiro" (Foto: MIGUEL SCHINCARIOL/AFP via Getty Images)
  • Lideranças dos caminhoneiros pediram encontro com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco

  • Líderes do movimento se encontraram com Bolsonaro e negaram que paralisação tenha relação com o presidente, mas com o STF

  • Parlamentares do PSL vão entrar com habeas corpus no Supremo para impedir punição aos caminhoneiros

Depois de se encontrarem com o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), lideranças do movimento dos caminhoneiros querem se encontrar com o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). 

Francisco Dalmora Burgardt se apresentou como representante da categoria após a conversa com Bolsonaro. "A gente está aqui manifestando, representando um segmento da sociedade brasileira, para estabelecer uma pauta de entrega ao senador Rodrigo Pacheco, do Senado, e até o momento não tivemos êxito", declarou. "Estamos no aguardo de ser recebido pelo mesmo." 

Leia também

Segundo Burgardt, os caminhoneiros estão esperando serem recebidos por Pacheco para pensarem em encerrarem a paralisação. Ele ainda afirmou que a greve não tem relação com o preço do combustível. "Nós estamos estamos mobilizados pelos direitos de liberdade, liberdade de expressão (...). O povo brasileiro, infelizmente, está sendo impedido de se posicionar, e nós precisamos que isso mude." 

O caminhoneiro ainda negou que Bolsonaro tenha pedido para que os caminhoneiros voltem à trabalhar normalmente. No entanto, o presidente enviou um áudio em que solicitava o fim da paralisação da categoria

"Fala para os caminhoneiros aí que [eles] são nossos aliados, mas esses bloqueios aí atrapalham a nossa economia. Isso provoca desabastecimento, inflação, prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Então, dá um toque nos caras aí, se for possível, para liberar, tá ok? Para a gente seguir a normalidade", diz Bolsonaro.

Outra liderança que se pronunciou foi Cleomar José Immich, presidente da Cooperativa do Caminhoneiros Autônomos de Sinop. "O único poder político foi o executivo que nos abriu as portas, nos recebeu para entender o que estava acontecendo e o porque disso. A imprensa está dizendo que a nossa pauta é contra o presidente, nós somos braisleiros, patriotas, caminhoneiros. Mas, nossa pauta é contra o STF... Eu não diria contra, a gente quer que todos os poderem políticos trabalhem dentro da Constituição, é só isso". 

Além das lideranças dos caminhoneiros, quem também se pronunciou foi Carla Zambelli (PSL-SP). Segundo a parlamentar, a voz dos caminhoneiros seria "a voz do povo brasileiro, que foi às ruas no 7 de setembro". Também do PSL, o deputado Vitor Hugo anunciou que parlamentares do partido vão impetrar um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para impedir que os caminhoneiros sejam punidos. 

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos