Após convite de Biden, Bolsonaro aceita participar de Cúpula sobre a Democracia

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O presidente Jair Bolsonaro (Foto: AFP / EVARISTO SA)
O presidente Jair Bolsonaro (Foto: AFP / EVARISTO SA)
  • Bolsonaro decidiu aceitar o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden

  • Ele irá participar da Cúpula sobre a Democracia nos dias 9 e 10 de dezembro

  • A conferência terá alguns temas centrais como o autoritarismo e direitos humanos

O presidente Jair Bolsonaro decidiu aceitar o convite feito pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e irá participar da Cúpula sobre a Democracia nos dias 9 e 10 de dezembro. A informação é do jornal O Globo.

A conferência terá alguns temas centrais como o autoritarismo, combate à corrupção e promoção dos direitos humanos.

O que será dito por Bolsonaro a respeito desses assuntos ainda está sendo desenvolvido por assessores e diplomatas.

Durante a visita de Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, que esteve no Brasil em agosto, o debate sobre a democracia foi destacado por ele em reuniões com Bolsonaro e outras autoridades do governo.

À época, o presidente da República fazia repetidos ataques ao Supremo Tribunal Federal e ao sistema eleitoral. Por isso, Biden já havia manifestado a sua preocupação.

Em agosto, o presidente do STF chegou a desmarcar reunião com Bolsonaro

O presidente do STF, Luiz Fux (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
O presidente do STF, Luiz Fux (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O mês de agosto foi marcado pelo cancelamento do encontro que seria feito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, com Bolsonaro e os presidentes da Câmara e do Senado.

Dias depois, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se reuniu com Fux e falou em "restabelecer o diálogo".

"A democracia não pode ser questionada da forma como vem sendo questionada no país, portanto, é uma conversa necessária e que eu considero que possa ser um reinício de uma relação positiva entre os Poderes", ressaltou o senador em coletiva de imprensa.

Principalmente no mês de julho, o presidente Jair Bolsonaro passou a fazer sérios ataques ao sistema eleitoral brasileiro, com críticas diretas ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso.

Bolsonaro também aumentou o tom contra ministros do STF e chegou a ameaçar a possibilidade de agir fora das quatro linhas da Constituição. Foi quando, então, Fux anunciou que estava cancelada a reunião.

Em pronunciamento sobre sua decisão, o presidente da Corte afirmou que "o pressuposto do diálogo entre os Poderes é o respeito mútuo entre as instituições e seus integrantes".

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