Após Datafolha, campanha de Bolsonaro reforça ataques para aumentar rejeição de Lula

Presidente Jair Bolsonaro viu distância de Lula aumentar no último Datafolha (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro viu distância de Lula aumentar no último Datafolha (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

A última pesquisa Datafolha gerou ainda mais preocupação na campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL): estacionado em 33%, ele viu Lula (PT) aumentar em um ponto a vantagem, com 45%. Segundo a jornalista Andréia Sadi, agora, Bolsonaro deve direcionar a estratégia para aumentar a rejeição do principal adversário.

Há 15 dias da eleição, a campanha de Bolsonaro vê os recursos para conquistar eleitores diminuírem. Apesar dos pacotes de bondades, como o aumento do Auxílio Brasil até dezembro, o presidente não conseguiu superar Lula.

Assim, a ideia é intensificar os ataques contra o petista, segundo Andréia Sadi. Desde a última quinta-feira (15), a campanha bolsonarista intensificou críticas contra Lula, tentando fazer colar no ex-presidente a pecha de corrupto. No debate presidencial na TV Bandeirantes, Bolsonaro já havia começado a chamar o oponente de “ex-presidiário”.

Geraldo Alckmin (PSB), vice na chapa de Lula, também deve ser alvo das propagandas negativas de Bolsonaro nos próximos dias.

A ofensiva bolsonarista já ficou clara na live feita por Bolsonaro na última quinta-feira, quando dedicou nove dos 36 minutos da transmissão para criticar Lula e o PT.

Contraofensiva do PT

O PT também tem uma estratégia: reforçar os problemas que o Brasil escara na economia, na saúde e na educação, além de cortes que o governo Bolsonaro fez em programas sociais.

A bola da vez é a diminuição da verba do Programa Farmácia Popular, mesmo mantendo o pagamento do Orçamento Secreto. Outro ponto que seguirá sendo abordado pela campanha de Lula é a questão da fome.

Além disso, o PT também prepara estratégias para se proteger dos ataques de Bolsonaro. Acionar a Justiça Eleitoral poderia ser um caminho.

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