Após estupros, homem engravida menina de 13 anos e adolescente morre por complicações da gestação

Redação Notícias
·2 minuto de leitura
Francinaldo Moraes, que deverá responder pelo crime de pedofilia, ainda não prestou depoimento (Foto: Reprodução/ Facebook)
Francinaldo Moraes, que deverá responder pelo crime de pedofilia, ainda não prestou depoimento (Foto: Reprodução/ Facebook)

Uma adolescente de 13 anos morreu, na última segunda-feira (26), devido a complicações na gestação de uma gravidez resultante de uma série de estupros cometidos por um homem de 41 anos, identificado como Francinaldo Moraes. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Pará, que investiga o caso no município de Uruará, ao jornal O Liberal.

Segundo reportagem, por complicações na gravidez que ainda não foram esclarecidas, o filho que ela daria à luz teria morrido antes mesmo da jovem ter dado entrada no hospital. Por se tratar de uma gravidez de alto risco e pelo corpo ainda em formação, a adolescente também não resistiu.

Leia também

De acordo com o jornal, as investigações estão em fase inicial e ainda não há mais detalhes sobre o paradeiro do homem, que foi acusado de pedofilia e já deveria ter comparecido para prestar depoimento.

A reportagem do Yahoo! Notícias entrou em contato com a assessoria de imprensa da Polícia Civil solicitando atualizações sobre o caso, mas não obteve resposta até a publicação.

Estupro de vulnerável

A jovem se declarava “casada” com o Francinaldo. Nas redes sociais, inclusive, os dois postavam mensagens e fotos. Segundo jornal, o homem mantinha relações com a adolescente desde 2019, quando ela tinha apenas 12 anos. Há relatos, porém, de que os dois se relacionavam desde que ela tinha nove anos.

Ainda segundo o jornal, a família da jovem afirmou que apenas “consentiu” a relação dos dois quando ela completou 13 anos.

Acontece que mesmo com o consentimento da família da vítima, ter conjunção carnal ou praticar ato libidinoso com menor de 14 anos é caracterizado como crime de estupro de vulnerável. De acordo com Código Penal, artigo 217-A, a pena de reclusão é de oito a 15 anos. Trata-se de um crime hediondo e inafiançável.

Segundo informações do O Liberal, a jovem morreu em um município vizinho, mas o caso foi tramitado para a cidade de Uruará para ser apurado por lá.