Após falas de Patrícia Abravanel, SBT faz campanha contra LGBTfobia

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Patrícia Abravanel inicia texto da campanha (Foto: Reprodução/SBT)
Patrícia Abravanel inicia texto da campanha (Foto: Reprodução/SBT)

O SBT surpreendeu ao entrar em 2022 com uma campanha contra a LGBTfobia. O vídeo, que tem sido exibido durante os intervalos comerciais da emissora, conta com a participação de funcionários, incluindo apresentadores, jornalistas e quem trabalha nos bastidores. 

A campanha tem a intenção de mostrar que a empresa de Silvio Santos quer evoluir e respeitar todas as pessoas. "Há 15 anos, o Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo", inicia Patrícia Abravanel, que foi acusada de homofobia em 2021, após defender o vídeo problemático de um pastor e debochar da sigla LGBTQIA+ em um programa do SBT.

A campanha da empresa lembra que LGBTfobia é crime e chama a atenção do público para o caso. "E o que você, o que nós temos a ver com isso? LGBTfobia é crime. E a gente contribui com isso sempre que nos omitimos. Quando propagamos discursos de ódio, quando ofendemos a luta de tantas pessoas, quando não respeitamos os direitos do outro. Sabendo dessa realidade, precisamos nos unir e buscar a transformação. E ela começa em cada um de nós. A família SBT quer evoluir junto com você. E aí, você vem?", diz o texto.

No fim do vídeo, um QRCode direciona ao site "SBT do Bem", uma plataforma da empresa que busca "ativar ações de comunicação com forte apelo mobilizador em prol de uma sociedade melhor, mais engajada e esclarecida". 

O projeto foi visto com bons olhos por parte dos internautas, mas alguns falaram que a mudança não pode ser da boca para fora e questionaram o envolvimento de Patrícia Abravanel com a pauta.

Patrícia Abravanel causou polêmica

Patrícia foi acusada de homofobia em junho ao decidir comentar um caso envolvendo Rafa Kalimann e Caio Castro. A influenciadora digital e o ator compartilharam um vídeo homofóbico de um pastor no Instagram no qual ele reprova o casamento homoafetivo, e foram bombardeados nas redes sociais pelo teor preconceituoso da postagem.

"Eu acredito que nós, mais velhos, e nós que fomos educados por pais mais conservadores, a gente está aprendendo, a gente está se abrindo, mas eu acho que é um direito também das pessoas respeitarem. Por que não concordar em discordar? Não acho que o Caio e a Rafa sejam homofóbicos, eles realmente foram educados de uma outra maneira", disse.

Patrícia também não pronunciou corretamente a sigla LGBTQI+, e afirmou que é preciso ter calma ao ensinar o público. Então, assim como 'LGDBTYH', não sei, querem respeito, eu acredito que eles tem que ser mais compreensivos com aqueles que hoje ainda não entendem direito e estão se abrindo pra isso".

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