Após fazer piada, Bolsonaro lamenta mortes por coronavírus e chama cloroquina de 'esperança'

Foto: Andressa Anholete/Getty Images

Um dia após o Brasil bater recorde em número de mortes por coronavírus - mais de mil óbitos foram registrados em apenas 24 horas -, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lamentou "dias difíceis", poucas horas após fazer piada com o uso de cloroquina em uma transmissão ao vivo.

Na terça-feira (19), Bolsonaro brincou dizendo que "quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma Tubaína" durante uma live em seu perfil no Facebook. Na manhã desta quarta-feira (20) postou no Twitter uma mensagem defendendo novamente o medicamento no combate à covid-19.

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Na postagem, Bolsonaro diz que a cloroquina é "uma esperança, como relatado por muitos que a usaram". No entanto, pesquisas mais recentes indicam que o medicamento tem pouco ou nenhum efeito no combate ao coronavírus e, em muitos casos, causa severos efeitos colaterais.

Mesmo assim, Bolsonaro defende o uso da substância desde o início do tratamento da covid-19. O presidente reafirmou que o Ministério da Saúde, comandado interinamente por Eduardo Pazuello desde a saída de Nelson Teich, emitirá um novo protocolo sobre o uso da cloroquina.

"O último protocolo é do dia 31 de março e permite a cloroquina apenas em situações em casos graves. Agora, não, é a partir dos primeiros sintomas", disse Bolsonaro na terça-feira, acrescentando que não tem pressa de trocar o ministro da Saúde. "Por enquanto, deixa lá o general Pazuello, está indo muito bem."

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