Após medalhas em Lima, boxe brasileiro tem expectativa alta para a Olimpíada de Tóquio

(Foto: Divulgação)


Por Marcelo Laguna (@MarceloLaguna)

O boxe do Brasil teve uma de suas melhores campanhas na história da modalidade em Jogos Pan-Americanos. Dos oito boxeadores, entre homens e mulheres que estiveram em Lima, seis voltaram para casa com uma medalha – três em cada gênero. O Pan ainda confirmou o favoritismo de Bia Ferreira, a primeira mulher brasileira a levar uma medalha de ouro no Pan, na categoria até 60 kg.

O bom aproveitamento nos ringues peruanos faz com que a CBBoxe (Confederação Brasileira de Boxe) se mostre otimista para tentar levar uma equipe completa na Olimpíada de Tóquio-2020. “Estamos passando por um processo de renovação e para o ano que vem, ainda teremos uma geração bem jovem e que vem obtendo ótimos resultados, tanto em torneios no continente como no circuito europeu. Estamos com muita esperança pensando na próxima Olimpíada”, afirmou Mateus Alves, treinador-chefe do boxe do Brasil em Lima.

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Dos lutadores brasileiros que conquistaram medalha neste Pan, apenas duas têm mais de 23 anos, ambas da equipe feminina. Uma é a própria Bia, de 26 anos, e a outra é Flavia Tereza Figueiredo, de 30 anos e que luta na categoria 75 kg. Os demais representam a nova geração do boxe olímpico nacional.

É o caso de Keno Marley Machado, que ficou com a prata nos 81 kg, após ser derrotado na final pelo cubano Julio Peraza. “O Keno é um atleta calmo, talentoso, que foi campeão olímpico da Juventude. Ele é um talento, tem tudo para ser um dos maiores boxeadores do Brasil. É 81 kg natural, não tem problema de peso porque é jovem e tem pouco tempo na categoria. Era 75 kg até o ano passado”, explica Alves.

Para os Jogos Olímpicos de Tóquio, ficou definido pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) que serão 13 as categorias na competição, sendo oito no masculino e cinco no feminino. Com a crise envolvendo a modalidade e sua principal entidade, a Aiba (Associação Internacional de Boxe), suspensa pelo COI pelos indícios de corrupção, os critérios de qualificação olímpico demoraram a ser definidos. Com isso, o pré-olímpico das Américas acontecerá em março do ano que vem, possivelmente na Argentina.

“Temos uma equipe olímpica permanente. Eles que irão para as classificatórias, que serão em março, provavelmente em Buenos Aires. Se tiver dois em condições da mesma categoria, faremos uma disputa interna. Sempre irá quem tiver melhor desempenho”, afirmou Alves.

Apesar de confiar nas chances da equipe, ele evita cravar que o Brasil terá representantes em todas as categorias do boxe na próxima Olimpíada.

“Ainda é muito cedo para dizer. Poderemos verificar nossas chances no mês que vem, quando vamos para o Mundial masculino, na Rússia, e aí teremos uma noção bem real de como estamos diante do resto do mundo. Em outubro, teremos o Mundial feminino, também na Rússia. Após estas duas competições, teremos condições de fazer uma previsão sobre a chance de termos equipe completa ou não em Tóquio”, disse o treinador brasileiro.

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