Após ‘megavazamento’ de dados, site do BC ajuda contra golpes

Marcus Couto
·2 minuto de leitura
Vazamento expôs dados de toda a população brasileira, inclusive de pessoas já mortas. (Foto: Getty Images)
Vazamento expôs dados de toda a população brasileira, inclusive de pessoas já mortas. (Foto: Getty Images)

Uma ferramenta do Banco Central do Brasil é apontada por especialistas como uma boa opção para se proteger de possíveis fraudes após o megavazamento de mais de 223 milhões de dados de brasileiros no início deste ano.

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Com esses dados, que incluem CPFs, nomes e endereços, os criminosos podem, por exemplo, pedir empréstimos no nome dessas pessoas, e cometer outros crimes.

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Então, uma maneira de se proteger é acessar o Registrato (neste link), um sistema mantido pelo Banco Central que realiza o monitoramento de transações financeiras. Seu cadastro é gratuito, e pode ser feito tanto por pessoa física quanto jurídica.

As investigações sobre o megavazamento de dados ainda estão em curso.

Segundo o hacker que fez a captura dos 223 milhões de dados de brasileiros – já considerado o maior vazamento da história do país –, as informações obtidas vieram a partir de uma brecha na base de dados da empresa Serasa Experian, que compila, organiza e vende dados de cidadãos para fins comerciais.

A empresa, no entanto, nega a veracidade das afirmações do criminoso, e afirma que ainda está investigando o caso.

Em reposta ao jornal Valor Econômico, a Serasa diz que, “embora o hacker afirme que parte dos dados veio da Serasa, com base em nossa análise detalhada até este ponto, concluímos que a Serasa não é a fonte. Também não vemos evidências de que nossos sistemas tenham sido comprometidos”, disse a empresa por e-mail na terça-feira (26).

O Procon-SP notificou a Serasa, pedindo mais informações sobre o vazamento de dados.

A empresa de segurança PSafe diz que identificou o vazamento desse enorme volume de informações no dia 19 de janeiro, e que após investigações próprias, conseguiu comprovar a veracidade das informações.

Em entrevista à rede de notícias CNN, o fundador da empresa e executivo-chefe, Marco de Mello, afirma que a PSafe teve contato com o hacker, que revelou que a base foi coletada ao longo de dois anos, entre 2018 e 2020.

O criminoso confirma que obteve os dados da Serasa.

“Temos a alegação do criminoso de que isso vazou da Serasa”, diz De Mello. “Não temos uma confirmação independente, e as autoridades estão investigando. Mas indicações de formato do arquivo levam a crer que ele conseguiu invadir a rede.”

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