'Ministério estava no osso', diz Marina Silva sobre gestão na pasta do Meio Ambiente

JOÃO PEDRO PITOMBO

SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - A candidata à Presidência Marina Silva (Rede) defendeu o aumento do número de funcionários e a ampliação do gasto com pessoal no Ministério do Meio Ambiente durante sua gestão na pasta, entre 2003 e 2008, no governo Lula.

"O ministério estava no osso. O que fizemos foi dar um pouquinho de musculatura e ainda está muito aquém da necessidade para uma boa estrutura de licenciamento de grandes empreendimentos que são necessários ao Brasil", afirmou a candidata em sabatina realizada pela TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia.

Conforme reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta segunda-feira (10), a gestão Marina em 15% o número de servidores do Ministério do Meio Ambiente e em 27% o gasto com pessoal da pasta, já descontada a inflação do período.

Marina encontrou uma equipe de 6.622 pessoas quando entrou no Ministério. Quando saiu, o Meio Ambiente a pasta do meio Ambiente tinha 7.614 funcionários - quase mil a mais. Atualmente, são 8.272 funcionários.

Para Marina, não há contrassenso entre o seu atual discurso por uma maior eficiência da máquina pública e o aumento de gasto com pessoal que aconteceu na sua gestão.

Ela afirmou que haviam projetos importantes, como hidroelétricas, que estavam parados por falta de pessoal para realizar o licenciamento ambiental. E disse que tinha necessidade de concurso para recomposição do quadro de funcionários do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Também destacou que não havia funcionários para cuidar dos mais de 50 milhões de hectares de Unidades de Conservação e para atuar no combate a desmatamentos e queimadas.

"Investir em proteção do meio ambiente não é custeio, é investimento. Sem água, nós não vamos produzir agricultura. Sem proteção ao meio ambiente, vamos aumentar a temperatura da Terra e o Brasil será prejudicado", disse a ex-ministra.

Marina ainda afirmou que, se eleita presidente, vai reduzir gasto público ineficiente. E fez isso quando foi ministra, ao convidar funcionários de carreira para ocupar os cargos comissionados do Ministério.