'Não vejo preconceito no Brasil', afirma general Mourão

GUILHERME SETO
Vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), general Hamilton Mourão (PRTB). (Foto: Renato S. Cerqueira/Futura Press)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Diante de números que mostram a maior incidência de homicídios entre negros e pobres no Brasil, durante entrevista à rádio Jovem Pan nesta segunda-feira (10), o general Hamilton Mourão (PRTB), vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), disse que não vê a existência de preconceito no país.

"Não vejo preconceito no Brasil, sinceramente. Pertenci durante 50 anos a uma instituição na qual isso não existe. Durante a 2ª Guerra Mundial nós éramos a única divisão multiétnica. Os americanos tinham uma divisão só de negros, o que era um problema. Os ingleses tinham tropas de indianos. Você coloca muito bem que dos nossos mais de 60 mil homicídios 90% são homens que morrem e uma grande parte deles são uma população mais morena. Isso porque estão centrados nas comunidades mais carentes. Se não entrarmos nessas comunidades e dermos saúde, instrução, continuaremos eternamente nesse problema", disse.

"A verdade é a seguinte. Para mim, homicídio é homicídio. Não interessa se é homem negro, branco, pardo, amarelo ou mulher. Se é um homossexual ou não. É um homicídio. É um crime que tem que ser investigado", disse. "Em uma sociedade de massa, se não houver lei igual para todos, ou seja, a execução legal do direito, nós vamos para a barbárie."

Em sua primeira agenda como candidato, no começo de agosto, Mourão afirmou que o Brasil herdou "indolência" do índio e "malandragem" do africano. Posteriormente, disse ter se expressado mal.