'O Bolsonaro é uma obra do Lula', diz Eduardo Jorge, vice de Marina

Débora Melo
Eduardo Jorge:

"A Marina é a única candidata capaz de reunificar o País."

É assim que Eduardo Jorge (PV), vice de Marina Silva (Rede) na disputa pela Presidência da República, se refere à cabeça de chapa.

Um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, Jorge culpa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela divisão da sociedade e diz que a ascensão de Jair Bolsonaro (PSL), que hoje lidera as pesquisas de intenção de voto, é resultado da narrativa de "nós contra eles".

"Demonizar e desejar a destruição do adversário leva a uma polarização tremenda, e o adversário reage", disse em entrevista ao HuffPost Brasil.

Jorge recebeu a reportagem de HuffPost Brasil em sua casa na Vila Mariana, em São Paulo, na última segunda-feira (17), para falar sobre propostas da chapa e estratégias da campanha nesta reta final, em que Marina vem desidratando nas pesquisas. A ex-ministra, que chegou a ter 16% das intenções de voto, hoje amarga 7%, de acordo com a última pesquisa Datafolha.

Na avaliação do vice, a queda é justamente um dos efeitos da polarização, que faz com que uma "candidatura da paz, da razão e da racionalidade" sofra com o "descrédito" de um eleitorado ansioso e motivado pela raiva.

Eduardo Jorge ganhou a internet em 2014, quando foi candidato à Presidência pelo PV, mas sua trajetória política começou em 1968. Ex-deputado federal, Jorge é médico sanitarista e um dos criadores do SUS (Sistema Único de Saúde). Como secretário municipal de Saúde de São Paulo na gestão de Luiza Erundina (então no PT, hoje PSol), implantou em 1989 no Hospital do Jabaquara o primeiro serviço de Aborto Legal do Brasil.

Nesta entrevista, o candidato a vice também detalha suas propostas para a saúde, explica por que o Brasil deveria legalizar a maconha e comenta estas que são suas únicas divergências em relação a Marina: aborto e drogas.

HuffPost Brasil: Por que o senhor acha que a Marina o convidou para ser vice e por que o senhor...

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