'O coiso não ganha', diz Ciro Gomes sobre a possibilidade de Bolsonaro vencer as eleições

GABRIEL ALVES
Renato S. Cerqueira/Futura Press

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidenciável Ciro Gomes (PDT) foi sabatinado nesta terça (18) por representantes de sociedades científicas e de universidades brasileiras em evento promovido pela SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

O candidato do PDT à presidência assinou uma carta de compromisso e disse concordar integralmente com a pauta proposta pelos cientistas, como o compromisso contra a Emenda Constitucional 95, que instituiu o teto de gastos, o que teve efeito deletério no financiamento das pesquisas no país. A área vinha sofrendo cortes sucessivos desde 2013.

Ele disse que, caso eleito, vai buscar um cientista que seja bom gestor para o posto de ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação -o ministério seria separado do de Comunicações.

Outro assunto recorrentemente abordado pelo candidato foi a produção energética. Ele afirmou que a construção de hidrelétricas como a de Belo Monte teve impacto ambiental mínimo. Gomes disse que se eleito cumprirá os acordos climáticos assinados pelo Brasil.

Quando questionado quanto à escolha de sua vice, Kátia Abreu, que já recebeu o inglório prêmio Motosserra de Janeiro ONG Greenpeace, Ciro disse que Abreu não é idêntica a ele e que o completa.

Segundo ele, muitos candidatos sofrem de "complexo de Freixo", referindo-se ao psolista do Rio de Janeiro, cuja intransigência e correção, na opinião do candidato, resultou na eleição de Crivella.

Ele disse que muitos setores da sociedade, como o agronegócio, estão repletos de eleitores do Bolsonaro, mas que "o coiso não ganha".