Após promessa de reduzir intervalo entre as doses, SP espera receber mais vacinas

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Sao Paulo Governor Joao Doria gestures during the start of the administration of the CoronaVac Sinovac Biotech's vaccine against COVID-19 coronavirus at Clinicas hospital in Sao Paulo, Brazil on January 17, 2021. - Brazil's Anvisa health regulator gave emergency approval on January 17, 2021 for its first two coronavirus vaccines as the country gears up to roll out a mass inoculation campaign amid a devastating second epidemic wave. It authorized AstraZeneca and Oxford University's Covishield shot as well as China's CoronaVac for use in the country where the Covid-19 death toll now exceeds 209,000, Anvisa announced. (Photo by NELSON ALMEIDA / AFP) (Photo by NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Governo de São Paulo espera a chegada de mais vacinas para diminuir intervalo entre as doses (Foto: Nelson Almeida/AFP via Getty Images)
  • São Paulo aguarda chegada de mais vacinas do Ministério da Saúde para diminuir intervalo entre as doses

  • Anúncio de redução do intervalo foi feito há uma semana, mas ainda não começou

  • Na capital, a xepa da vacina para a segunda dose permite que pessoas imunizadas com Pfizer e AstraZeneca completem a imunização após 30 dias

Na quarta-feira passada (18), o governo de São Paulo havia anunciado que diminuiria o intervalo entre as doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca. No entanto, o estado ainda espera receber mais doses para poder executar a mudança.

Hoje, o Ministério da Saúde fez um anúncio similar, afirmando que vai diminuir o intervalo entre as doses das vacinas de 12 para 8 semanas.

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Em São Paulo, a intenção é reduzir o intervalo entre doses da Pfizer para 21 dias, conforme indica a bula do imunizante. Para executar a alteração, o governo estadual enviou um ofício ao Ministério da Saúde.

Ao falar sobre o assunto, a coordenadora do Plano Estadual de Imunização (PEI), Regiane de Paula, explicou que é preciso ter mais doses para colocar a mudança em prática.

“Nós temos nas reuniões do PEI conversado sobre isso. Mas lembrando que para fazermos a antecipação da vacina da Pfizer e da AstraZeneca, nós precisamos de mais doses de vacina. Então estamos trabalhando, estamos vendo realmente quem é essa população a ser antecipada e, tendo essa possibilidade no calendário, o faremos”, afirmou durante coletiva de imprensa nesta quarta (25).

Adiantar a segunda dose da vacina é importante para conter a disseminação da variante Delta, mais contagiosa do que outras cepas do coronavírus. Foi o que explicou João Gabbardo, coordenador-executivo do Comitê Científico do estado.

"Nossos indicadores continuam melhorando, são indicadores positivos. Temos colocado reiteradamente que, mesmo com a aparição e a intensificação da variante Delta, não tivemos uma piora. O que sabemos, com base em outros países, é que o enfrentamento dessa variante é mais efetivo quando as pessoas já estão com a segunda dose. O Comitê Científico entende que é importante diminuir o período entre primeira e segunda dose, para isso, foi encaminhado ao Ministério da Saúde essa solicitação para alteração desse prazo para a segunda dose, e também a questão da imunização - uma dose de reforço - para a população das faixas etárias dos idosos. Lembro que isso está sendo feito no mundo todo, independente da vacina que foi utilizada para as primeiras doses", disse Gabbardo

Xepa da segunda dose

Desde o dia 23 de agosto, a cidade de São Paulo passou a permitir que pessoas vacinadas com Pfizer ou AstraZeneca poderão se inscrever na xepa depois de 30 dias da vacinação. Os interessados devem se inscrever nas Unidades Básicas de Saúde da capital paulista.

Antes o intervalo era de 60 dias. Na bula da vacina da Pfizer, o indicado é que o intervalo entre as doses seja de 21 a 28 dias. Já a AstraZeneca pode ser aplicada intervalo de 4 a 12 semanas. Quem tomou a CoronaVac pode se inscrever na xepa depois de duas semanas da primeira dose. O intervalo entre as imunizações é de 14 a 28 dias.

Terceira dose para idosos

A partir do dia 6 de setembro, o estado de São Paulo vai começar a aplicar a terceira dose da vacina contra a covid-19 em pessoas com mais de 60 anos. No total, 900 mil paulistas estão contemplados. O anúncio foi feito pelo governador João Doria (PSDB) nesta quarta-feira (25).

A vacinação será feita de forma escalonada, começando pelas pessoas mais idosas, sempre após 6 meses da segunda dose. "É a partir do sexto mês que começa a ter uma queda de imunidade", explicou João Gabbardo, do Comitê Científico do estado.

Em relação à vacina utilizada, será usado o imunizante que estiver disponível. Segundo Doria, haverá uma segunda carteira de vacinação adicional para quem receber essa dose.

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