Após receber doses a menos da Pfizer, SP volta atrás na data de vacinação de adolescentes

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SAO PAULO, BRAZIL - DECEMBER 23: Sao Paulo state Health Secretary, Dr. Jean Gorinchteyn looks on during a press conference about the conclusion of the CoronaVac vaccine clinical study at Butantan Institute on December 23, 2020 in Sao Paulo, Brazil. According to the Butantan Institute and the Government of Sao Paulo, the CoronaVac vaccine developed in partnership with the Chinese laboratory Sinovac reached an efficacy rate higher than the minimum recommended by WHO (World Health Organization). The official release of the vaccine's efficacy numbers will be published after the Chinese laboratory unifies data from studies in other countries to avoid different indices. (Photo by Alexandre Schneider/Getty Images)
Anúncio foi feito em coletiva da secretaria de Saúde do estado de SP (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)
  • Estado de SP deixa em aberta data da vacinação dos adolescentes de 12 a 18 anos

  • Decisão foi tomada após Ministério da Saúde mandar doses a menos da Pfizer do que era esperado pelo estado

  • Governo de SP deve entrar na Justiça contra decisão do Ministério da Saúde

O estado de São Paulo não confirma mais a data de início da vacinação de adolescentes entre 12 e 18 anos. A previsão inicial era que pessoas dessa faixa etária começassem a ser imunizadas em 18 de agosto. 

No entanto, com o recebimento de menos doses da vacina da Pfizer, a única que pode ser usada em jovens, a data fica em aberto. A informação foi dada por Eduardo Ribeiro, secretário-executivo da secretaria de Saúde de São Paulo, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (05). 

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"O início de vacinação dos adolescentes do estado de São Paulo está, nesse momento, com sua data de início em aberto. Isso se deu por conta da redução no envio proporcional de vacinas da Pfizer para o estado de São Paulo, que nós viemos noticiando no último dia", explicou o secretário executo. 

"Caso esse fato de repita, a vacinação do grupo de adolescentes estará, de fato, prejudicada na sua data programada."

Na última quarta-feira (04), o governo de São Paulo revelou que recebeu 228 mil doses da Pfizer, quando o esperado era ter o dobro disso. O estado vinha recebendo 20% das vacinas que são distribuídas pelo PNI, mas passou a receber 10%. Segundo o Ministério da Saúde, trata-se de uma "compensação", baseada na ideia de que todos os entes da federação devem estar no mesmo momento do plano de vacinação.

Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de São Paulo, afirmou que é preciso ter um olhar humano e de compaixão para a situação e o possível atraso na vacinação de adolescente. "Quando nós deixamos de dar vacinas, nós vamos impactar num grupo que é exatamente dos adolescentes com comorbidades", lembrou. "Portadores de diabetes, problemas no coração, no pulmão, síndromes como síndrome de Down, também autistas, e também adolescentes grávidas. Nós estaremos frustrando as expectativas desses pais e mães, que tinham como esperança protegerem seus filhos - porque eles também precisam de proteção."

São Paulo alega que sempre recebeu cerca de 20% das vacinas distribuídas pelo PNI, mas quantitativo caiu pela metade (Foto: Reprodução/Governo do Estado de SP)
São Paulo alega que sempre recebeu cerca de 20% das vacinas distribuídas pelo PNI, mas quantitativo caiu pela metade (Foto: Reprodução/Governo do Estado de SP)

Na coletiva, foi esclarecido que o governo do estado deve entrar na Justiça para questionar a decisão do Ministério da Saúde. 

Marcelo Queiroga afirmou que o governo de São Paulo foi informado sobre os novos critérios de distribuição de doses. O ministro ainda disse que o estado ficou com doses a mais da CoronaVac, por isso, haveria uma "compensação". 

Questionado sobre o tema, o secretário Jean Gorinchteyn negou que tenha sido efetivamente alertado. Houve uma reunião em que a proporcionalidade foi uma pauta, mas disse estar surpreso, por não haver uma resolução sobre o assunto. A afirmação foi confirmada por Regiane de Paula, coordenadora do Plano Estadual de Imunização.

"Nós não tínhamos a ciência do que seria essa nota nem que ela sairia, nem que haveria um redutor ou um possível redutor em algum momento do número de doses", afirmou Regiane de Paula.  

Veja como era esperada a vacinação dos adolescentes em SP: 

  • 18 a 29 de agosto: 12 a 17 anos com comorbidades, deficiências, gestantes e puérperas

  • 30 de agosto a 5 de setembro: 15 a 17 anos

  • 6 a 12 de setembro: 12 a 14 anos

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