Após recordes de desmatamento na Amazônia, Mourão assume culpa por falta de coordenação das ações de combate

·2 min de leitura
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
  • Mourão disse que é o culpado pela falta de coordenação das ações de combate ao desmatamento da Amazônia

  • O vice-presidente da República é o coordenador do Conselho Nacional da Amazônia

  • Integrantes se reuniram nesta terça-feira (23)

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, disse que é o culpado pela falta de coordenação das ações de combate ao desmatamento da Amazônia.

"Se você quer um culpado, sou eu. Não vou dizer que foi ministro A, ministro B ou ministro C. Eu não consegui fazer a coordenação e a integração da forma que ela funcionasse", afirmou para a imprensa, após a reunião do Conselho Nacional da Amazônia, do qual é coordenador.

Os integrantes do órgão se reuniram nesta terça-feira (23) no Itamaraty. Após o encontro, foi concedida uma coletiva.

"Ela só foi funcionar na última fase da operação, quando a Sumaúma aconteceu e aí a turma acordou para a necessidade de conversar efetivamente uns com os outros, despirem seus preconceitos. Porque cada um tem seu preconceito, em relação ao outro, à forma do outro de trabalhar, e a partir daí houve sinergia dos trabalhos", continuou.

Sobre os dados de desmatamento da Amazônia, Mourão tentou explicar, mas admitiu os números alarmantes.

"Em torno de 8.100 km2 definitivamente considerados ilegais e os outros, como foram realizados em áreas privadas, onde havia autorização para supressão para a vegetação são considerados desmatamento legal", destacou.

Mas ele reconheceu que a área de desmatamento ilegal é "troço pra chuchu".

Desmatamento da Amazônia em outubro é o maior em 5 anos

Amazônia sofre com queimadas (Foto: AP Photo/Leo Correa)
Amazônia sofre com queimadas (Foto: AP Photo/Leo Correa)

O número de alertas de desmatamento da floresta Amazônica foi o maior para o mês de outubro em cinco anos, segundo o Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Dados divulgados pelo instituto mostram ainda que houve uma alta de 5% na comparação com outubro de 2020.

De acordo com o órgão, a área sob risco tem 877 km², um recorde em relação à série histórica.

Os números foram calculados com base na área conhecida como Amazônia Legal, formada pelos Estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins, além de uma parte do Maranhão.

Os alertas do Inpe são divulgados a partir dos sinais de mudanças da cobertura vegetal nas áreas desmatadas ou em processo de degradação.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos