Após retirar proposta de apoio ao casamento LGBTI em 2014, Marina Silva tenta reaproximação

Marina Silva e seu vice Eduardo Jorge em sabatina com o tema “Todos Pela Educação”, no centro de São Paulo (SP). Foto: Júlio Zerbatto/Futura Press

Candidata à presidência pela Rede, Marina Silva apresentou o seu programa de governo nesta semana. O documento de 23 páginas apresenta uma série de diretrizes de um provável governo dela. Entre as propostas está a de criar uma lei que garanta a união civil de pessoas LGBTI. Atualmente essas uniões são protegidas graças a uma decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

“O Conselho Nacional de Justiça regulamentou a celebração de casamento civil de pessoas do mesmo sexo, através da Resolução 175/13. Acataremos a demanda de que os direitos decorrentes dessa decisão sejam protegidos por lei”, diz trecho de programa de governo de Marina Silva.

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O posicionamento atual de Marina em relação a união civil LGBTI remonta uma das grandes polêmicas envolvendo a candidata nas eleições de 2014. Na ocasião, Marina foi confrontada publicamente pelo pastor Silas Malafaia sobre o tema e decidiu retirar o apoio de propostas que buscassem criar um ordenamento jurídico sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo.

“infelizmente,não retrata com fidelidade os resultados do processo de discussão sobre o tema durante as etapas de formulação do plano de governo” e diz que uma “falha processual na editoração” da versão do programa divulgada na internet e em exemplares impressos permitiu a veiculação de uma redação “que não contempla a mediação entre os diversos pensamentos que se dispuseram a contribuir para sua formulação e os posicionamentos de Eduardo Campos e Marina Silva a respeito da definição de políticas para a população LGBT”.

No programa de 2014 o trecho que tratava do tema era esse: “Apoiar propostas em defesa do casamento civil igualitário, com vistas à aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil”. O texto acabou sendo substituído na época por: “Garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo”.

Outro tema polêmico em que Marina Silva deixou sua posição clara em 2018 é o aborto. Evangélica , a candidata afirmou que, se eleita, fará um plebiscito sobre a descriminalização do aborto.

“É um tema de natureza difícil, de natureza complexa. […] O que queremos é planejamento familiar e educação para que a mulher não precise abortar”, disse Marina no último debate entre candidatos à presidência promovido pela Band.