Após tumulto, Luisa Sonza rebate acusações de "pink money" na Parada: "Pego minas"

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Luisa Sonza na Parada LGBT+ (Lucas Ramos / AgNews)
Luisa Sonza na Parada LGBT+ (Lucas Ramos / AgNews)

Uma das principais atrações da 26ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, Luisa Sonza rebateu as acusações sobre se apropriar do movimento queer e reafirmou sua bissexualidade. A cantora já recebeu muitas críticas pelo chamado "pink money", quando artistas participam de eventos milionários voltados para o público LGBTQIAP+ sem estarem de fato inseridos na comunidade.

"Eu estou feliz pra car****, porque é o primeiro ano que estou aqui. A galera sabe que eu pego umas minas também. O 'B' é o meu lugar. Tá respondido, né", disparou ela durante sua apresentação no trio elétrico. O show da cantora causou tumulto quando o público tentou correr até a van que a levou até a Avenida Paulista, mas a polícia conseguiu contornar a situação.

Luisa falou pela primeira vez sobre sua bissexualidade em 2021, após lançar a música “Tentação”, parceria com Carol Biazin. “Já tive muito medo de ser quem eu sou pelo lugar de onde vim, o Rio Grande do Sul, minha família e a recepção das pessoas. Por isso demorei para contar. O apoio do meu público é realmente algo essencial. Estou feliz e muito aliviada de falar sobre isso”, explicou ela em seu Instagram.

A 26ª Parada do Orgulho LGBT+ também contou com shows de Pabllo Vittar, Mateus Carrilho, Paullete Pink, Agrada Gregos, Tiago Abravanel e Liniker.

Libertação

Bissexualidade foi um dos assuntos do bate-papo entre Luísa Sonza e Pocah no programa "Prazer, Luísa", exibido no Multishow. Apesar de ainda se dizer insegura a respeito do tema, a apresentadora confessou à funkeira que o depoimento dela numa entrevista a inspirou a falar com mais tranquilidade sobre seu desejo por homens e mulheres.

"Quando falei sobre a minha sexualidade no clipe [de 'Tentação', em que beija Carol Biazin], recebi muitas mensagens de meninas que contavam histórias muito parecidas com a minha. Hoje, preciso dizer: se aceite, porque essa é a coisa mais libertadora e incrível do mundo", disse Luísa, que se assumiu bi em maio, ao lançar o vídeo.

Na conversa, Pocah contou que percebeu que era bissexual aos 14 anos, quando se sentia mais atraída por mulheres do que por homens. Hoje, ela defende que falar sobre o assunto não seja um tabu, mas na adolescência passou por uma fase de muita angústia por causa de sua criação.

"Como a minha família era da religião evangélica, eu sentia o desejo, mas a consciência dizia que eu iria para o inferno. Então, pegava meu tesão e colocava no bolso", brincou a funkeira, que aprendeu a beijar com uma amiga.

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