Após vacinar mais da metade da população, Israel anuncia fim da obrigatoriedade do uso de máscaras contra a Covid-19

Redação Notícias
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ARCHIVO - En esta foto de archivo del 8 de marzo de 2021, el primer ministro israelí Benjamin Netanyahu, centro, habla con la prensa en Tel Aviv. (Miriam Alster/Pool via AP)
Nesta foto de arquivo de 8 de março de 2021, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, ao centro, fala à imprensa em Tel Aviv. (Foto: Miriam Alster / Pool via AP)
  • O ministro da Saúde de Israel, Yuli Edelstein, anunciou nesta quinta-feira (15) que o país vai suspender a exigência do uso de máscaras em locais abertos

  • O sistema educacional também voltará a funcionar totalmente após um ano, com todas as crianças voltando a estudar em suas salas de aula sem cápsulas

  • Mais da metade do país já recebeu as duas doses da vacina

O ministro da Saúde de Israel, Yuli Edelstein, anunciou nesta quinta-feira (15) que o país vai suspender a exigência do uso de máscaras em locais abertos a partir de domingo (18). No entanto, ainda será obrigatório o uso do equipamento em espaços fechados como proteção à Covid-19.

“Depois que nossos profissionais de saúde chegaram à conclusão de que não são mais necessários ao ar livre, resolvi permitir [a não obrigatoriedade em locais abertos] de acordo com a recomendação deles", disse o ministro da Saúde ao jornal The Jerusalem Post.

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Ele, no entanto, reforçou que as máscaras têm como objetivo proteger a população e ressaltou que o feito só foi possível devido ao alto índice de vacinação contra a Covid-19.

"O nível de morbidade em Israel é muito baixo graças à nossa campanha de vacinação bem-sucedida e, portanto, podemos aliviar outras restrições para vocês, cidadãos de Israel. Peço-lhe que ainda carregue uma máscara para entrar em edifícios fechados. Juntos, vamos manter a morbidade baixa".

De acordo com o jornal, a medida estava em discussão há várias semanas, mas as autoridades decidiram esperar até o final dos feriados nacionais do Dia da Memória e do Dia da Independência, celebrado no dia 14 de abril, para evitar possíveis contaminações — como consequência o aumento dos casos.

“Sabemos que usar máscaras ao ar livre não é tão eficaz quanto fazê-lo dentro de casa”, disse o Dr. Eyal Leshem, diretor do Centro de Medicina de Viagem e Doenças Tropicais do Centro Médico Sheba, Tel Hashomer, na semana passada. 

Sistema educacional completo

Também no próximo domingo, o sistema educacional voltará a funcionar totalmente após um ano, com todas as crianças voltando a estudar em suas salas de aula sem cápsulas.

“Além disso, vemos que muitas pessoas não usam mais máscaras de qualquer maneira. Portanto, neste ponto, com um baixo número de casos e uma maioria da população vacinada ou recuperada, faria sentido do ponto de vista epidemiológico e de saúde pública levantar a exigência", disse Hashomer.

Mais da metade do país já recebeu as duas doses da vacina

Na última semana de março, Israel já havia administrado duas doses da vacina contra Covid-19 em mais da metade de sua população, disse o ministro da Saúde — uma distribuição recorde em todo o mundo que ajuda o país a sair dos confinamentos da pandemia.

A distribuição da vacina da Pfizer com a BioNTech em Israel começou em dezembro para todos os cidadãos e moradores acima de 16 anos — cerca de 69% da população de 9,3 milhões de habitantes. Acredita-se que os vacinados estão totalmente protegidos uma semana depois de receberem a segunda dose.

Em um comunicado no qual anunciou o marco alcançado em meio a uma queda constante de casos novos de Covid-19, o ministro da Saúde, Yuli Edelstein, conclamou os cidadãos "a seguirem as diretrizes (de saúde) para que o coronavírus não volte".

Fim do lockdown

Ele disse que 50,07% da população geral recebeu as duas doses da vacina, e 55,96% a primeira dose. Israel emite aos plenamente vacinados e aos cerca de 8,7% de seus habitantes que se recuperaram da Covid-19 com uma suposta imunidade certificados conhecidos como "Passe Verde", que concedem acesso a vários locais de lazer.

O país começou a amenizar um lockdown nacional no final de fevereiro. A maioria dos negócios e das escolas, assim como aeroportos, retomam as atividades gradualmente —mas com limites de capacidade.

Israel viu uma queda de 85% nas mortes diárias de Covid-19, uma redução de 72% de doentes graves e 86% menos casos diários de coronavírus desde o terceiro pico da pandemia, em meados de janeiro, de acordo com Eran Segal, cientista de dados do Instituto de Ciência Weizmann de Israel.