Aposta de Bolsonaro, TV ainda é meio pelo qual brasileiros mais se informam sobre política

Gastos do governo Bolsonaro com publicidade chegam a R$ 33 milhões em emissoras abertas entre janeiro e junho de 2022, ano eleitoral (Foto: REUTERS/Nacho Doce)
Gastos do governo Bolsonaro com publicidade chegam a R$ 33 milhões em emissoras abertas entre janeiro e junho de 2022, ano eleitoral (Foto: REUTERS/Nacho Doce)

Resumo da notícia

  • 47% dos brasileiros afirmam que TV é principal forma de se informar sobre política

  • Governo Bolsonaro aposta alto em emissoras de TV e já investiu R$ 33 milhões em publicidade nos principais canais abertos

  • Quanto mais jovem, menos influencia tem a TV no eleitor

No ano da reeleição, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) aumentou o investimento na publicidade em emissoras na TV. Segundo dados da Secretaria de Comunicação, divulgados pelo portal Uol, o dinheiro pago para a Rede Globo aumentou 75% em relação a 2021. Em pré-campanha para se reeleger, os gastos com emissoras de televisão fazem sentido: a TV ainda é o meio pelo qual os brasileiros mais se informam sobre política.

Segundo dados da nova pesquisa Genial/Quaest, 47% dos brasileiros se informam sobre política pela televisão. Em segundo lugar, com 24% das respostas, aparecem, então, as redes sociais. “Outros” tem 14%, enquanto sites, blogs e portais de notícia somam apenas 10%.

Entre 1º de janeiro e 21 de junho de 2021, segundo o Uol, o governo federal gastou R$ 33 milhões em publicidade nas cinco maiores emissoras de TV aberta do país, Globo, SBT, Rede TV, Record e Bandeirantes.

Idade e renda

A pesquisa Genial/Quaest mostra que, quanto mais jovem o eleitor, mais ele se informa pelas redes sociais e menos pela televisão. Entre os que tem de 16 a 24 anos, 38% consomem conteúdo político pelas redes. Ainda assim, o índice dos que tem a TV como principal fonte de informação não é baixo: 29%.

Entre os que tem mais de 60 anos, apenas 9% de informam pelas redes sociais, enquanto 65% tem a televisão como principal forma de saber sobre a política.

A renda dos eleitores também influencia diferente a forma como consomem conteúdo sobre política: quanto menor o salário, maior a influência da TV e menor das redes sociais. Os que recebem até dois salários mínimos dizem em sua maioria, 55%, que tem a televisão como principal fonte de informação. O índice cai para 45% entre os que recebem entre 2 e 5 salários mínimos e recua para 38% entre os que ganham mais de 5 salários mínimos.

O movimento é inverno em relação às redes sociais. Entre os que ganham até 2 salários mínimos, 20% se informam sobre política pelas redes sociais. O número cresceu para 25% entre os que recebem entre 2 e 5 salários mínimos e chega a 31% entre os que ganham mais de 5 salários mínimos.

O levantamento foi feito entre os dias 29 de junho e 2 de julho. Foram ouvidas 2 mil pessoas por meio de entrevistas face a face e a margem de erro é de 2 pontos percentuais. O registro no TSE é BR-01763/2022.

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