Apple amplia aposta na área de saúde, contrata médicos e investe em novos recursos

A Apple está ampliando seu poder de fogo na área da saúde. O investimento vai além de aplicativos de bem-estar e envolve a criação de novas funções para medir dezenas de dados do corpo humano, contratação de médicos e parceria com centenas de instituições médicas mundo afora.

Design: Apple encerra parceria de 30 anos com Jony Ive, que deu cor e forma ao iPhone

'Alexa, que conta é essa?' Como consumidores descobriram compras de assistentes virtuais que eles não fizeram

O pontapé inicial dessa nova estratégia vai começar com o lançamento do novo sistema operacional da companhia, o ioS 16 (para iPhone) e o watchOS 9 (para os relógios), previsto para setembro.

Ao todo, a Apple vai somar 150 tipos diferentes de dados de saúde que são coletados ou mensurados entre o Apple Watch, iPhone e aplicativos e dispositivos de terceiros conectados no aplicativo "Saúde", que vem embarcado nos produtos da companhia.

Do condicionamento físico à saúde do sono

A meta da Apple é concentrar sua atuação em 17 áreas de saúde e condicionamento físico, de saúde do coração e sono até mobilidade e saúde da mulher.

A companhia está divulgando hoje o estudo "Capacitando pessoas para viver um dia mais saudável". Nele, a Apple detalha iniciativas como a contratação de médicos que trabalham lado a lado com engenheiros e designers de produtos para o desenvolvimento de novos serviços.

Será possível armazenar também nesse conjunto de dados os registros de saúde de instituições médicas dos Estados Unidos, Reino Unido e Canadá nesse primeiro momento.

Durante a pandemia, a Apple passou a oferecer em seus relógios a capacidade de medir o nível de oxigênio no sangue. Agora, vai agregar opções como a medição da curvatura da coluna durante a corrida e análise de estabilidade de caminhada.

Curvatura da coluna e estabilidade da caminhada

Entre as novas funções está ainda a medição da fibrilação atrial e criação de um histórico. Com essa informação, vai ser possível gerar PDFs e compartilhar com o médico. O novo sistema de saúde também vai gerar notificações e gerenciar o uso de medicamentos.

- Nossa visão para o futuro é continuar a criar tecnologia baseada na ciência que equipa as pessoas com ainda mais informações e atua como um guardião inteligente da saúde. A tecnologia pode desempenhar papel na melhoria dos resultados de saúde e incentivar as pessoas a viver um dia mais saudável - disse Jeff Williams, diretor de operações da Apple.

Para analistas, investir em saúde pode ser tornar uma fonte de receita milionária. O consultor Aurelio Soares diz que a companhia vem criando serviços como forma de atrair novos usuários, como a criação de um serviço de ginástica por streaming, o Apple Fitness.

- Isso tudo é receita e, quanto mais medições a empresa conseguir fazer, mais usuários ela vai atrair. Além disso, com o 5G, a área de saúde vai passar por uma revolução e a companhia está mirando esses novos segmentos. É agregar valor aos produtos com serviços e gerar novas necessidades - afirma Soares.

A dona do iPhone explica ainda como os dados sensíveis são tratados em sua plataforma. A empresa explicou que, quando o iPhone é bloqueado com um código de acesso, impressão digital ou reconhecimento facial, todos os dados de saúde e condicionamento físico são criptografados nos servidores da empresa e durante a transmissão para a nuvem.

Dentro da sua estratégia, a Apple também revela como está se aproximando cada vez mais da comunidade médica através do patrocínio de estudos. Atualmente, existem 55 programas em execução em 17 países com mais de um milhão de usuários participando de um programa que tem no centro dos estudos as funções do relógio da marca.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos