Apple dará suporte a programas de educação para combater fake news

Thaís Augusto

A Apple entrará definitivamente na batalha contra as notícias falsas. A gigante de Cupertino anunciou nesta terça-feira (19) que começará a apoiar três iniciativas que encorajam o pensamento crítico, empoderando estudantes para que eles possam se informar melhor.

Dois dos programas são dos Estados Unidos, e a terceira iniciativa vem da Itália. Em comum, as organizações oferecem conteúdos não-partidários e independentes – o que evita a influência no tom das notícias e o favorecimento de um ponto de vista. Os programas da iniciativa são o News Literacy Project (NLP), Common Sense e Osservatorio Permanente Giovani-Editori.

Lauren Kern, editora-chefe da Apple News e ex-editora da New York Magazine, disse que a Apple News está comprometida em divulgar notícias factuais de publicações confiáveis.

"Estamos empolgados porque a Apple está apoiando essas organizações importantes para treinar a próxima geração sobre como buscar informações precisas e confiáveis ​​em meio a um cenário de notícias cada vez mais complicado".

A nova iniciativa surge no momento em que a Apple se prepara para lançar um serviço de streaming de notícias. Os primeiros rumores afirmam que os assinantes poderão pagar US$ 10 por mês pelo acesso ilimitado aos artigos dos principais editores do mundo.

Em comunicado divulgado pela Apple, o CEO da empresa, Tim Cook, ainda afirmou que a alfabetização em notícias é vital para sustentar uma imprensa livre e uma democracia próspera. "Ficamos impressionados com o importante trabalho que está sendo feito pelo News Literacy Project, Common Sense e Osservatorio, capacitando os jovens a serem cidadãos ativos e engajados".

O Common Sense e o NLP são programas focados em capacitar os alunos do ensino fundamental e médio, bem como seus familiares e educadores, ensinando como navegar no cenário das notícias na era digital. Os programas podem acabar sendo adaptados para o Apple News. No futuro, o aplicativo de notícias poderá até oferecer aos usuários os programas por meio do aplicativo.

"Precisamos ajudar nossos alunos a não apenas buscar notícias legítimas, mas também a pensar criticamente sobre o mundo mais amplo da mídia e das ideias", disse o CEO da Common Sense, James Steyer. "A Apple compartilha da nossa missão de criar uma geração de crianças que se desenvolverão como aprendizes, líderes e cidadãos na era digital".

Já o Osservatorio Permanente Giovani-Editori é a principal organização independente da Itália em educação para a cidadania. A instituição existe há mais de 18 anos e atua na formação de professores do ensino médio, que trazem os projetos de alfabetização midiática do Osservatorio para suas salas de aula, com o objetivo de aumentar a curiosidade dos alunos, a sede de conhecimento e pensamento crítico. "À medida que os alunos comparam diferentes fontes de notícias de qualidade, eles aprendem a distinguir entre jornalismo confiável e notícias falsas", diz a organização.

Tim Cook agora faz parte da diretoria do Conselho Consultivo Internacional do Osservatorio.

Apesar de não deixar claro no anúncio, o papel da Apple na iniciativa parece ser o de ajudar financeiramente os programas para que eles continuem operando.


Fonte: Canaltech

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