Apple, lastreada pelo iPhone e pela China no final de 2018

(ARQUIVO) Visitantes na Conferência mundia de Desenvolvedores no centro Moscone West, em San Francisco, Califórnia, 2 de junho de 2014

A empresa americana Apple confirmou nesta terça-feira (29) um lucro líquido estável no final de 2018, apesar da queda de seu volume de negócios, provocado em grande medida por um retrocesso das vendas de seu iPhone.

O volume de negócios dos três últimos meses de 2018, o primeiro trimestre de seu exercício contável, caiu 5%, a 84,3 bilhões de dólares.

Esse dado, um pouco superior ao previsto pela Apple no começo de janeiro, permitiu uma alta de quase 4% das ações na Bolsa.

Os números de negócios foi marcado pela queda de 15% das receitas do iPhone (52 bilhões de dólares), que a empresa vincula à estagnação da economia chinesa.

Nesse enorme mercado, o grupo ganhou 13,16 bilhões de dólares (-27%).

O lucro líquido se manteve quase estável (-0,5%), em torno de 20 bilhões de dólares. Um fato pouco frequente, já que a marca aumentou regularmente seu lucro líquido nos últimos anos.

Os serviços da Apple ("streaming", armazenamento em nuvem, pagamentos eletrônicos...) geraram 10,9 bilhões de dólares (+19%), levemente acima das previsões dos analistas, em um momento em que a companhia tenta diversificar-se para depender menos do iPhone.

Os dispositivos distintos ao celular (tablet iPad, computadores Mac, relógio conectado Apple Watch) e os serviços permitiram à Apple manter seu lucro líquido.

A Apple já havia avisado que suas vendas de final de ano seriam decepcionantes em relação ao previsto no trimestre anterior, devido à estagnação econômica na China e a tensões comerciais entre Pequim e Washington.