Apple Watch detecta condição cardíaca grave não diagnosticada em inglesa; entenda

A inglesa Elaine Thompson, de 59 anos, começou a usar um Apple Watch, o relógio inteligente da Apple, em fevereiro de 2022, após ganhá-lo de presente da filha. Em abril de 2018, após apresentar as primeiras convulsões, a inglesa procurou tratamento para epilpsia. Ela fez vários exames, com resultados normais. Entretanto, como as convulsões continuaram, o intuito do presente foi ajudar a monitorar os sintomas.

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Em abril do ano passado, ela recebeu uma notificação do aparelho com um alerta para ritmo cardíaco irregular e recomendação de procurar um médico com urgência.

— Certa manhã, houve um alarme vermelho quando acordei. Fui ao médico conforme as instruções e mostrei a eles os dados que o relógio havia capturado — contou Elaine ao jornal britânico The Sun.

Novamente, ela fez uma bateria de exames, com resultados normais. Mas os médicos decidiram investigar melhor e ela entrou na fila para usar um monitor cardíaco que registraria os batimentos durante uma semana.

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Em novembro, Elaine teve acesso ao dispositivo, que sinalizou que seu coração estagnava por 19 segundos durante o sono. Ela foi levada às pressas para o hospital, onde foi diagnosticada com um bloqueio atrioventricular e recebeu um marcapasso.

A condição afeta a capacidade de bombeamento do coração por causa de um distúrbio na parte elétrica do órgão. Ela é classificada de acordo com a gravidade, sendo que a mais grave pode ser considerada uma emergência médica.

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Algumas pessoas nascem com isso, enquanto outras a desenvolvem mais tarde na vida. As causas mais comuns do problema são: fibrose, doença arterial coronária, medicamentos, como betabloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio; aumento do tônus ​​vagal, alteração congênita, doenças, como febre reumática, sarcoidose, lúpus e doença de Lyme; desequilíbrio eletrolítico e cirurgia cardíaca.

Os principais sintomas são tontura, desmaios, cansaço e falta de ar. A principal forma de diagnosticas o bloqueio cardíaco é por meio de um eletrocardiograma (ECG), exame que avalia a atividade elétrica do coração. O teste pode ser realizado em repouso ou durante o exercício. Há ainda a opção de usar um monitor portátil para obter uma leitura ao longo do tempo, como aconteceu com Elaine.

Elaine credita estar viva hoje ao Apple Watch, por alertá-la de que algo estava acontecendo.

— Salvou minha vida. Se eu não tivesse o alerta, não teria falado com o médico. Agora eu uso o Apple Watch o tempo todo. Foi tão assustador saber que eu poderia ter morrido. Eu estagnei por 19 segundos. Poderia não ter acordado — disse ao jornal britânico The Independent.

Essa não é a primeira vez que uma pessoa afirma que o Apple Watch salvou sua vida. O smartwatch da empresa conta com diversos monitoramentos de saúde, incluindo a frequência cardíaca.