Apps da Copa: Autoridades europeias denunciam riscos de privacidade e segurança

Apps da Copa: autoridades europeias denunciam possibilidade de invasão de privacidade pelos aplicativos (Photo by Mauricio Santana/Getty Images)
Apps da Copa: autoridades europeias denunciam possibilidade de invasão de privacidade pelos aplicativos (Photo by Mauricio Santana/Getty Images)

Para quem está indo até o Catar acompanhar in loco a Copa do Mundo, o governo catari solicitou que fossem baixados dois apps da Copa: o Hayya, que contém informações sobre o torneio, e o Ehteraz, que faz o rastreamento de infecções e problemas de saúde.

Só que os dois apps podem trazer sérios riscos de invasão de privacidade e de segurança. É esse o alerta de autoridades europeias que estudaram os apps da Copa e identificaram possíveis irregularidades.

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"Um dos aplicativos coleta dados sobre se e com qual número uma ligação telefônica é feita. O outro aplicativo impede ativamente que o dispositivo no qual está instalado entre no modo de suspensão. Também é óbvio que os dados usados ​​pelos aplicativos não apenas permanecem localmente no dispositivo, mas também são transmitidos para um servidor central", informou o governo da Alemanha.

Os apps da Copa foram classificados pelos europeus como spyware, pois oferecem as autoridades acesso aos dados pessoais dos usuários. "Existe uma possibilidade real de que os visitantes do Catar, e especialmente os grupos vulneráveis, sejam monitorados pelas autoridades do Catar", informou a Autoridade Norueguesa de Proteção de Dados.

O governo da França, que tem proximidade com o Catar, também informou que os apps da Copa podem representar riscos de invasão de privacidade aos usuários. Pelo Twitter, o Ministro responsável pela Transição Digital e Telecomunicações criticou os aplicativos.

"Na França, graças ao GDPR [Regulamento Geral de Proteção de Dados] , todos os aplicativos devem garantir os direitos fundamentais dos indivíduos e a proteção de seus dados. Não é o caso do Catar. Seguir as recomendações de vigilância", informou o representante francês.

Apesar das denúncias feitas pelas autoridades europeias, o Catar não se pronunciou sobre o tema. Essa é mais uma, entre tantas, polêmicas que marcam a Copa do Mundo no Oriente Médio.