Apreensão de migrantes mexicanos na fronteira dos EUA supera a de centro-americanos pela primeira vez em seis meses

Nos primeiros seis meses deste ano, os imigrantes mexicanos que tentaram entrar nos EUA sem documentação superaram os da América Central, uma reversão após a desaceleração devido à pandemia de Covid-19.

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A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) deparou-se com migrantes mexicanos 66.557 vezes em junho, 15% a mais do que os centro-americanos de Honduras, Guatemala e El Salvador, segundo dados divulgados na última sexta-feira. As autoridades registraram 627.764 mexicanos desde outubro, contra 655.594 nos 12 meses até setembro de 2021.

Apreensões na fronteira

A população estrangeira que as autoridades de fronteira dos EUA detectam com mais frequência mudou. A política do governo dos EUA de expulsar migrantes em situação irregular em sua fronteira sul com o México durante a pandemia também aumentou a frequência com que os migrantes tentam cruzar novamente para os EUA.

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Das 207.416 apreensões ao longo da fronteira sudoeste dos EUA em junho, 26% eram de indivíduos que já haviam entrado em contato com autoridades de fronteira nos últimos 12 meses, segundo o comunicado de sexta-feira do CBP. Anteriormente, esse número estava perto de 15%.

Em junho, 44% das pessoas que o CBP deteve na fronteira foram processadas para expulsão sob a lei de saúde conhecida como "Título 42", que visa conter a propagação de doenças transmissíveis. A lei causou controvérsia por seu uso prolongado sob a atual administração dos EUA.

— A única maneira de lidar com a crise migratória é fazê-lo em conjunto com o México. Precisamos que eles participem conosco, um esforço que tem muitas peças diferentes — disse o embaixador dos EUA no México, Ken Salazar, na sexta-feira.

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