Aprendizado fora da caixinha: conheça as pedagogias Waldorf e Montessori

Natália Boere
·2 minuto de leitura

RIO — O sonho de uma instituição de ensino onde as crianças fossem livres para se expressar e valorizadas por suas potencialidades individuais fez nascer o Jardim-Escola Michaelis. Duas casas aconchegantes em Botafogo que viraram a extensão das casas de seus alunos, do berçário 2 (1 ano e 3 meses) ao 5º ano. Ali é praticada a pedagogia Waldorf, baseada na filosofia da educação do austríaco Rudolf Steiner, que busca, ao mesmo tempo, estimular os desenvolvimentos físico, espiritual, intelectual e artístico de cada um. Alguém falou em arte? Sim! Eles aprendem através de narrativas que podem ser poéticas ou musicais, por meio de desenho ou pintura.

— O professor precisa ser artista, pintar com palavras o conteúdo que ele quer ensinar, como se estivesse contando uma história muito interessante. É uma ferramenta de encantamento, para que a criança absorva o conteúdo de disciplinas como português e matemática de forma meio mágica — conta Thassia de Oliveira, professora do 5º ano da Michaelis.

A designer e escritora Nirvana Prem, mãe de Bento, de 8 anos, mostra, com orgulho, os livros feitos pelo filho: na pedagogia Waldorf, os alunos constroem seu próprio material didático, o que cria um vínculo afetivo da criança com o conteúdo.

— Não consigo imaginar uma outra forma de educar o meu filho. Olho para ele e tenho segurança de que dentro dele existe uma curiosidade genuína pelo mundo — afirma Nirvana, que mora na Lagoa.

Em outras duas casas, mas em Ipanema, funciona outra instituição de ensino que tem a mesma proposta de ser o segundo lar dos alunos e proporcionar a eles autonomia e autoconfiança. Na escola Petra, voltada para crianças de 0 a 5 anos, é aplicado o método montessoriano, criado pela médica e pedagoga italiana Maria Montessori, que tem por objetivo ajudar no desenvolvimento dos pequenos de forma integral e profunda.

— Na escola tradicional, o professor deposita conhecimento. Na montessoriana, a criança constrói o conhecimento através de objetos que estão expostos no ambiente para ela explorar — compara a educadora Dayse Canano, coordenadora da Petra.

Objetos de vida prática, como uma bandeja para servir café. Ou aqueles que estimulam os sentidos, como brinquedos que emitem sons ou associam formas e cores. Mãe de Miguel, de 5 anos, e de Beatriz, de 3, alunos da escola, a psicóloga Carolina Mendes Campos conta que percebeu um avanço grande quando o filho mudou de uma creche tradicional para a Petra.

— O desenvolvimento de meu filho em seis meses de escola foi impressionante. Eu o percebi com mais autornomia, segurança, raciocínio lógico e organização — diz a moradora de Ipanema.

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