Apresentado por Lellê, reality show 'Dance-off' reúne dançarinos de favelas do Rio

Isabella Cardoso
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Em cada favela do Rio, há diversos talentos esperando uma chance para brilhar. Cem deles são os pré-candidatos ao reality show “Dance-off”, que reúne dançarinos de comunidades. Em uma votação on-line que segue até domingo no site danceoff.gamexp.com.br, o público pode escolher os 16 participantes.

Com as vagas preenchidas, a atração passa a ser exibida no YouTube do Multishow e nas redes sociais da Game XP, idealizadora do projeto. A apresentadora é a atriz e cantora Lellê, que terá ao seu lado um time de jurados de peso: o percussionista e coreógrafo baiano Marivaldo dos Santos, que vai estar em todos os episódios; as cantoras Ludmilla e Malía; a influenciadora digital Thaynara OG; e a vice-campeã e o bicampeão mundial de Just Dance, Pâmella Ribeiro e Diegho San.

— Será uma honra estar à frente de um reality que ressalta os dançarinos das favelas do Rio. O público pode esperar emoção e sensibilidade, além de muito talento dos candidatos e uma Lellê mais abusada — garante a apresentadora.

O primeiro episódio será exibido no dia 24 de novembro, às 22h. O prêmio principal é R$ 20 mil, além de um estúdio de dança para a comunidade em que mora o vencedor. Mas todo mundo vai sair ganhando. Os 16 selecionados do “Dance-off” farão parte do corpo de dançarinos do Espaço Favela da próxima edição do Rock in Rio, em 2021, além de ganharem outros valores em dinheiro e bolsas de estudo.

Para Marivaldo, do consagrado grupo Stomp, será um desafio escolher o vencedor em meio a tantos talentos.

— Sei o quanto é difícil conquistar um lugar no cenário complicado em que vivemos. Cresci participando de concursos na minha comunidade no nordeste de Amaralina, em Salvador. Naquela época, não existiam projetos inclusivos como o “Dance-off”. É uma oportunidade única, importante e necessária — defende ele, desejando sorte aos participantes: — Não vejo esse projeto como uma competição, e sim como uma celebração da nossa cultura e da diversidade das nossas favelas.

Descoberta na batalha do passinho, Lellê recorda o início de sua carreira ao apresentar o programa.

— Consigo me colocar no lugar deles, já estive ali. A responsabilidade aumenta! — diz a cantora, que valoriza: — Ressaltar os artistas das periferias é uma forma de ampliar a voz dessas pessoas. Assim, mostramos que favela não é sinônimo de violência. Tem muita cultura e gente boa que merece ser reconhecida.