Apresentadores de especial de carnaval, Milton Cunha e Ailton Graça elegem seus desfiles preferidos

Isabella Cardoso
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Em fevereiro, tem carnaval. Só que, desta vez, é tudo bem diferente. Por causa da pandemia, as escolas de samba do Rio e de São Paulo não se apresentarão neste ano, mas o “Desfile Número 1 Brahma” exibe, hoje e amanhã, após o “Big Brother Brasil 21”, na Globo, 30 desfiles que marcaram a história da festa mais popular do Brasil. O ator Ailton Graça e o carnavalesco Milton Cunha apresentam a atração.

— O ano de 2021 será inesquecível sem desfiles, mas é importante relembrar com carinho e paixão o passado. Fico feliz em participar desse projeto que mantém nossa cultura viva — afirma Milton, que elege o carnaval de sua vida: — O “Kizomba”, da Vila Isabel, de 1988, é emblemático. Todo o enredo me tocou bastante: as apresentações dos passistas, os atores representando a escravidão e homenageando Zumbi e Dandara.

Os 30 sambas foram escolhidos por curadores especializados. Ailton também elege um carnaval inesquecível: 2015, quando a Portela reproduziu seu rosto num carro alegórico com o samba “ImaginaRio, 450 Janeiros de Uma Cidade Surreal”.

— A escola esculpiu meu rosto por conta de Xana Summer, de “Império”. Fui para a Avenida nesse carro com a Marquês de Sapucaí gritando o nome do personagem. Foi surreal. Saí aos prantos — relembra o ator, que ressalta a importância de revisitar carnavais: — Teremos a oportunidade de ver sambas que são cantados até hoje, com um significado grande para nós. Acredito que esses 30 desfiles vão servir como um antídoto para podermos lavar nossa alma dentro de nossos lares.

Canção de Alcione ganha nova versão

Os versos “Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar” foram eternizados por Alcione. Neste ano, a canção ganha um simbolismo mais forte de resistência. Marrom cantou a música com Ferrugem na Sapucaí vazia, que será apresentada antes dos desfiles.

— É o lamento do sambista que se transforma em esperança. O samba nunca vai morrer! — afirma ela, que também elege seu carnaval preferido: — O desfile da Mangueira de 1979, que é o ano da minha estreia na avenida e na minha Verde e Rosa. Foi a realização de um sonho e o início de um casamento eterno!