Aprovação de Biden cai enquanto democratas se preparam para derrota nas eleições de meio do mandato, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

Imagem de arquivo: O presidente dos EUA, Joe Biden, faz campanha no Novo México.

Por Jason Lange

WASHINGTON (Reuters) - O índice de aprovação do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, caiu para 39%, apontou uma pesquisa Reuters/Ipsos na segunda-feira, reforçando as expectativas de analistas eleitorais apartidários de que seu partido democrata sofrerá uma derrota nas eleições de terça-feira.

A pesquisa nacional, feita ao longo de dois dias, concluiu que a aprovação dos norte-americanos ao desempenho de Biden no cargo caiu um ponto, se aproximando do ponto mais baixo de seu governo.

A impopularidade de Biden está ajudando a impulsionar a visão de que os republicanos ganharão o controle da Câmara dos Deputados e possivelmente do Senado dos EUA também na terça-feira.

O Centro de Política da Universidade da Virgínia previu na segunda-feira que os republicanos ganhariam facilmente a maioria na Câmara, conquistando 24 assentos líquidos, e conseguiriam uma pequena maioria no Senado.

O controle de uma única câmara do Congresso daria aos republicanos o poder de interromper a agenda legislativa de Biden.

Tendo assumido o cargo em janeiro de 2021 em meio à pandemia do Covid-19, o mandato de Biden foi marcado pelas cicatrizes econômicas da crise global da saúde, incluindo o aumento da inflação. Este ano, seu índice de aprovação chegou a 36% em maio e junho.

Na pesquisa Reuters/Ipsos desta semana, cerca de um terço dos entrevistados escolheu a economia como o maior problema do país, parcela muito maior do que os que escolheram o crime, que foram um em cada 10. Cerca de um em cada 15 disse que o maior problema era o fim dos direitos nacionais ao aborto, após a decisão da Suprema Corte em junho que encerrou o direito nacional ao aborto.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online em inglês nos Estados Unidos, reuniu respostas de 1.004 adultos, incluindo 424 democratas e 390 republicanos e tem um intervalo de credibilidade - uma medida de precisão - de 4 pontos percentuais de para cima ou para baixo.

(Reportagem de Jason Lange)