Aprovação de presidente chileno cai drasticamente antes de completar um ano no cargo, aponta pesquisa

Presidente chileno, Gabriel Boric

SANTIAGO (Reuters) - O apoio ao presidente chileno, Gabriel Boric, caiu de maneira significativa em meio à deterioração da economia do país, de acordo com uma pesquisa de opinião pública divulgada nesta quarta-feira, que também registrou um aumento na desaprovação do presidente, que completará seu primeiro ano de governo em março.

Segundo estudo do Centro de Estudos Públicos (CEP), o apoio ao presidente progressista chegou a 24% na pesquisa realizada no período de novembro a dezembro, abaixo dos 32% registrados no levantamento anterior, entre abril e maio de 2022.

A reprovação, por sua vez, aumentou de 49% para 61% neste estudo, que entrevistou 1.441 pessoas presencialmente nos últimos dois meses de 2022, com margem de erro amostral estimada em mais ou menos 2,8%.

Boric assumiu em março do ano passado e seu governo teve que lidar com a desaceleração da atividade econômica e o aumento da inflação, a instabilidade política decorrente de um processo constitucional e o aumento de crimes violentos, ainda que com índices inferiores aos de outros países do região.

"Os motivos são multicausais, mas vemos que a situação econômica é uma questão importante, pois há uma deterioração das expectativas. Associado a isso, está o aumento da preocupação com a criminalidade", disse a coordenadora do programa de opinião pública do CEP, Carmen Le Foulon, na apresentação dos resultados.

"São dois aspectos importantes que afetam sua aprovação", acrescentou.

Outras pesquisas, como a do semanário Cadem, também mostraram que a aprovação da gestão de Boric caiu drasticamente no último ano desde que assumiu o cargo. No final de dezembro, seu índice de aprovação era de 30%, segundo a pesquisa, ante 48% em março.

(Reportagem de Natalia Ramos)