Arábia Saudita suspende peregrinação muçulmana

Fieis que fariam peregrinação da Umra

A Arábia Saudita suspendeu a Umra, peregrinação muçulmana que pode ser realizada ao longo do ano, para impedir a propagação do novo coronavírus, informou nesta quarta-feira a agência oficial de notícias SPA.

Esta decisão diz respeito aos "cidadãos (sauditas) e estrangeiros (residentes)" e visa "garantir a segurança das multidões", acrescentou a SPA, citando uma fonte no ministério do Interior.

É tomada uma semana após a suspensão da concessão de vistos para a Umra.

A medida diz respeito às duas cidades sagradas de Meca e Medina, "que experimentam um fluxo permanente e intenso de multidões humanas, o que torna a proteção dessas multidões da maior importância", justificou a fonte.

A suspensão estará sujeita a uma "revisão permanente" e será "cancelada assim que as razões que a justificaram desaparecerem", explicou.

O ministério da Saúde da Arábia Saudita confirmou na segunda-feira o primeiro caso de novo coronavírus no reino, uma pessoa que retornou do Irã.

Mais de 150 casos foram registrados no Golfo, a maioria deles pessoas que estiveram na República Islâmica, um dos focos mais importantes da epidemia no mundo.

Em 27 de fevereiro, a Arábia Saudita decidiu suspender "temporariamente" a entrada de peregrinos para realizar a Umra.

Nesta quarta-feira, o ministério da Saúde do Irã anunciou a morte de 15 pessoas infectadas com o novo coronavírus, elevando o número da epidemia para 92 mortos em 2.922 casos de infecções.