Utilizados como escudo humano, reféns relatam terror em Araçatuba (SP): "Apontaram R15, AK 47 na minha cara"

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  • Criminosos atacaram agências bancárias e fizeram moradores de Araçatuba reféns

  • Ao menos três morreram; Dois suspeitos foram presos

  • Grupo utilizou drones e fechou vias para dificultar ação da policia no local

O relato de uma vítima abordada pela quadrilha que atacou Araçatuba, no interior de São Paulo, dá a dimensão do preparo que o grupo possuía ao realizar o roubo a três agências bancárias. O homem fala em criminosos "muito armados" e disse ter "implorado" pela sua vida. 

“A gente estava voltando de uma festa em carro. Achamos que era blitz. Pararam carro, tive que mostrar minha barriga, me jogaram no chão, jogaram a gente dentro de uma caminhonete, sequestraram a gente. Fomos rezando o caminho todo. Pararam a gente no banco, apontaram a arma na minha cara várias vezes. Eu tive que implorar pela minha vida, buscar ajuda. Tive que escapar, senão iam me matar. Implorei pela minha vida, mostrei minha cintura, viram que não tinha nada. Graças a Deus consegui sair correndo, entrei em um hotel. Estavam muito armados. Apontaram R15, AK 47 na minha cara", disse à TV Globo.

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Depois de atacar os locais, o grupo abordou pedestres e os fizeram reféns. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram algumas vítimas sendo usadas como "escudo humano". Há também registros de tiros sendo disparados pelos criminosos, que também cercaram bases da Polícia Militar e viaturas. De acordo com a Polícia, três pessoas morreram: dois moradores e um dos criminosos.

Quadrilha usou drones e explosivos

Criminosos fazem reféns durante ataque a bancos de Araçatuba (SP) - Foto: Reprodução/TV Globo
Criminosos fazem reféns durante ataque a bancos de Araçatuba (SP) - Foto: Reprodução/TV Globo

Grupo teria utilizado até um drone para monitorar a ação dos policiais. Entradas da cidade foram fechadas para dificultar o acesso de reforço policial ao local. Dois suspeitos foram presos.

Moradores relatam ter encontrado explosivos e munições nas vias depois que os bandidos realizaram o ataque às agências.

A PM orienta que moradores não saiam de suas casas até que a situação esteja normalizada. A corporação alerta que os explosivos podem ser acionados por movimentos e que, portanto, a população estaria em risco. O Batalhão de Ações Especiais da Polícia (Baep) de São José do Rio Preto (SP) foi acionado para auxiliar no caso.

"É uma sensação horrível, um horror. Moro a poucas quadras do Centro. Ouvi todos os tiros, acompanhando através de vídeos. Não saí de casa e peço à população que fique em casa", disse o prefeito Dilador Borges, de acordo com o G1.

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