Araçatuba: suspeito que morreu em troca de tiros após mega-assalto era do PCC, diz promotor

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  • Ação em Araçatuba deixou três mortos, sendo dois moradores e um criminoso

  • O suspeito foi identificado como Jorge Carlos de Mello, integrante do PCC

  • Ele teria sido baleado pela polícia em confronto após o mega-assalto

O suspeito morto em uma troca de tiros após o mega-assalto realizado na última segunda-feira, em Araçatuba, pertencia ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A revelação foi feita ao UOL pelo promotor de Justiça Lincoln Gakiya.

De acordo com o site, o criminoso foi identificado como Jorge Carlos de Mello. Ele tinha 38 anos e estava em liberdade desde 2017, quando deixou a prisão em Mirandópolis, também no interior de São Paulo.

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“Ele era do PCC e com função importante na rua. Era um dos integrantes do que denominam de 'raio-X'. Integrava um grupo da facção responsável por fiscalizar as ações do tráfico para depois repassar as informações à cúpula”, afirmou Gakiya.

Jorge possuía uma extensa ficha criminal e já respondeu por tráfico de drogas, roubo, receptação, violência doméstica, jogos de azar, lesão corporal e até estupro. Entre idas e vindas, tinha sete passagens pelo sistema carcerário.

Jorge Carlos de Mello seria integrante do PCC - Foto: Reprodução
Jorge Carlos de Mello seria integrante do PCC - Foto: Reprodução

O corpo do suspeito foi encontrado em um carro abandonado no bairro Traveira. Ele teria sido ferido em troca de tiros com a polícia e deixado para trás após seus comparsas confirmarem o óbito.

Jorge foi um dos três homens que morreram na ação. Além dele, foram vítimas fatais um personal trainer e um empresário da cidade.

Entenda o crime

Araçatuba, no interior de São Paulo, viveu madrugada de terror nesta segunda-feira (30). Uma quadrilha fortemente armada atacou três agências bancárias no centro da cidade.

Depois da ofensiva, o grupo abordou pedestres e os fez de reféns. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram algumas vítimas sendo usadas como "escudo humano". Há também registros de tiros sendo disparados pelos criminosos, que também cercaram bases da Polícia Militar e viaturas.

De acordo com o G1, o grupo teria utilizado até um drone para monitorar a ação dos policiais. Entradas da cidade foram fechadas para dificultar o acesso de reforço policial ao local.

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